Autor de 180 livros, com mais de 11 milhões de exemplares vendidos, o professor Celso Antunes mostrou em Londrina na semana passada porque é um educador respeitado em vários países. Ele cativou o público – cerca de 800 pessoas – com a palestra ‘‘Novas maneiras de ensinar, novas formas de aprender’’. Excelente contador de histórias, Antunes fez a distinção entre professores e ‘‘professauros’’ – estes, os professores que param no tempo e não procuram novas formas de ensino. ‘‘Vamos eliminar os resíduos de professauros que existem em nós’’, propôs o educador.
  O encontro com Antunes aconteceu no Teatro Ouro Verde, que se transformou em palco de duas aulas magistrais o durante o XI Encontro Pedagógico do Sistema Maxi de Ensino. Os participantes do evento – na maioria, professores de escolas conveniadas ao Sistema Maxi em vários pontos do País – acompanharam também a palestra do professor londrinense Dílson Catarino.
  Catarino ainda lançou o livro ‘‘O Caçador de Sabedoria’’ e falou sobre uma de suas paixões: a leitura. Professor e poeta, ele mostrou a importância de se buscar a sabedoria, e não simplesmente esperá-la. ‘‘Da mesma forma que o lavrador cultiva a terra, o leitor cultiva a mente’’, ensinou. Autoridade em língua portuguesa, o mestre ressaltou a importância da leitura na formação do caráter e no enriquecimento espiritual. ‘‘Como professores, nós devemos reaprender a ler’’, ensinou.
  Para Antunes, a educação pode – e deve – ser movida pelo entusiasmo do conhecimento. Para isso, é preciso repensar a aula que se dá, o conteúdo que se transmite, o professor que se é, a inteligência que se desenvolve e a avaliação que se faz.
  Ouvir o envolvente Celso Antunes é ter várias aulas dentro da mesma aula; é conhecer a inteligências dentro de uma só inteligência; é ser, ao mesmo tempo, professor e aluno.

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