A investigadora policial Fernanda Sapeli Lemos enfrentou uma maratona até conseguir encontrar a melhor metodologia de estudo para o filho, Ramon, de 10 anos. Atualmente cursando o 3º ano do ensino fundamental, o menino, diagnosticado com Transtorno do Defict de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e dislexia, já está na quarta escola, entre públicas e particulares.

"Ele foi para a escola aos 2 anos e somente aos 5 fizeram a recomendação de que tivesse o acompanhamento de uma fonoaudióloga, pois não falava algumas letras ainda. Por ser inexperiente, demorei a perceber as necessidades dele", conta.

Quando Ramon tinha 6 anos, Fernanda resolveu trocá-lo de escola, mas a experiência não foi como esperava. "Com um mês de aula foi sugerido que ele tivesse o apoio de outro profissional. Ele não queria ficar na sala de aula, era desatento. Começamos a fazer acompanhamento com uma psicopedagoga, mas a dislexia só foi confirmada depois dos 7 anos, que é a idade mínima para este diagnóstico. O Ramon acabou sendo convidado a deixar o colégio, com a justificativa de que não haveria condições de dar suporte para as necessidades dele", conta.

A indicação foi levar o menino para uma escola pública, que teria melhores condições de atendê-lo. Fernanda conta que tentou medicar o menino para o TDAH, mas como ele não se adaptou ao remédio, acabou interrompendo o tratamento com o neurologista. Depois da reprovação no 3º ano do ensino fundamental e a troca de psicopedagoga, ela optou por novamente trocar o filho de colégio, desta vez optando pelo ensino integral.

"Ele continua com o acompanhamento da psicopedagoga e no ano que vem irá começar o atendimento com um psicólogo. Pela manhã faz as tarefas com o auxílio de um professor e durante a tarde estuda. O tempo de aprendizagem dele é maior do que o dos outros alunos. A escola entende essa dificuldade, tem mais compreensão. Ramon tem mais tempo para fazer as provas e às vezes faz em sala separada. Neste ano será aprovado, mas ainda tem preguiça para fazer as coisas. Mas não passo a mão na cabeça, exijo que ele estude", garante. (E.G)

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