'Em alguns casos é necessário refazer o vestido'
O estilista e costureiro Aluisio José Ferraz afirma que tem crescido a procura das noivas pelos vestidos comprados pela internet e que em contrapartida a qualidade deles tem diminuído. Ele é um dos poucos profissionais em Londrina que aceitam fazer ajustes nas peças.
"Os vestidos são feitos em série e são cortados uns sobre os outros, não têm qualidade. Alguns até conseguimos arrumar, mas é preciso praticamente refazer toda a roupa, por isso quase ninguém faz, dá muito trabalho. Além disso, geralmente os ajustes saem mais caros do que o preço pago na peça. As brasileiras têm mais curvas que as orientais, por isso geralmente o vestido não cai bem", explica.
Embora na foto eles pareçam perfeitos, o profissional lembra que além de usarem uma modelo para a produção, também é feita a edição das imagens, por isso a surpresa de algumas noivas. "Já peguei vestidos bem diferentes. Em um dos casos tive que fazer outro, porque aquele não tinha jeito. E nunca o ajuste fica tão bom quanto um vestido feito sob encomenda."
Ferraz reconhece que os valores para confecção dos vestidos no Brasil são maiores e credita o alto preço dos materiais aos encargos. "Não tem como competir. Sinceramente, não sei como eles conseguem fazer um vestido por aquele valor, não tem como pagar a mão de obra dos funcionários. Em compensação, uma peça produzida exclusivamente para você vai ser moldada no seu corpo, serão várias provas e você poderá escolher todo o material, desde os tecidos, rendas e bordados. A qualidade é muito melhor", destaca.
Ele lembra que as peças de alta costura trazidas de outros países podem precisar de ajustes. E, embora de melhor qualidade, também demandam muito trabalho, muitas vezes sendo preciso desmontar e refazer o vestido. "O ideal é trazer uma roupa que seja praticamente do seu tamanho. Além do mais, alguns dos vestidos comprados lá custam o mesmo do que um feito no Brasil." (E.G)





