Mudar rostos e corpos não é mais uma atitude meramente feminina. Ano a ano o percentual masculino que busca a cirurgia plástica vem crescendo no Brasil e no mundo. Os homens estão mais plastificados segundo uma pesquisa feita pela Associação Internacional de Cirurgia Plástica (Isaps).

Segundo o levantamento, 35% das cirurgias plásticas estéticas realizadas em 2011 no mundo foram em pacientes do sexo masculino. Há dois anos esse percentual era de 25%. O estudo ainda revela que no Brasil esse número deve ser ainda maior.
Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica também dão conta desse crescimento por aqui. Pesquisas mostraram que das 645,4 mil cirurgias estéticas realizadas em 2009, 119,2 mil foram em homens.

O cirurgião plástico Marcelo Fuganti Borba explica que esse aumento - dentro e fora do País - se deve a vários fatores, tais como a quebra do paradigma dos cuidados masculinos com a beleza e jovialidade; o refinamento das técnicas cirúrgicas, que possibilita aos homens realizarem determinadas cirurgias sem ficar com aspecto feminino e resultados muito aparentes; e, por último, a popularização da cirurgia plástica, que com a redução de preços e possibilidade de financiamento, se tornou acessível a toda população.

''São vários os motivos que levam o homem a procurar uma cirurgia plástica. Características físicas que não agradam, como um nariz muito grande ou orelhas de abano, sinais de envelhecimento no rosto e no corpo, problemas causados pela exposição exagerada ao sol, marcas de expressão, como rugas na testa e sulcos ao lado dos lábios, necessidade de melhorar a aparência por questões profissionais, como no caso de artistas e modelos e, em caso de homens mais velhos, querer acompanhar a 'nova idade' das esposas depois de submetidas a cirurgias plásticas'', lista o cirurgião.


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