Elegante é ser autêntico
Celso Mattos
Em desfile beneficente realizado em Londrina, a consultora de moda Regina Martelli destacou a importância de encarar a moda de forma mais individual e menos universal
Buscar a individualidade e não se limitar ao convencional. Este é o conselho da consultora de moda Regina Martelli, da Rede Globo. Ela esteve em Londrina na semana passada para falar sobre o assunto a convite das empresárias Renata Chineze, Vera Fescina, Marilze Fleury e Dirce Zamora. O evento, que contou com um desfile de moda, teve como objetivo arrecadar verbas para a Campanha de Natal da Creche Marabá, presidida por Renata Chineze.
Regina Martelli ressaltou que atualmente está se usando de tudo em termos de moda. A questão não é o que usar, mas como usar. A tendência é a de liberar o homem e a mulher de regras, favorecendo a autenticidade e a versatilidade. Ela frisa que as pessoas precisam deixar de lado determinados preconceitos como sou loura, então não posso usar amarelo ou não tenho mais idade para usar essa roupa. A idade que você tem é a idade que você aparenta ter. A única regra em moda é ter bom senso e vestir-se de acordo com a sua personalidade, orienta.
Segundo Regina Martelli, o importante é a pessoa passar a sensação de que se preocupou em se arrumar para sair de casa. Não é preciso estar sempre elegante porque ninguém é sempre elegante. Essa palavra é muito relativa porque, na maioria das vezes, estar elegante é estar usando uma roupa que tem a ver com a gente, com o nosso modo de ser e agir. A nossa cabeça é que vai determinar o que podemos usar, e não a moda. Regina Martelli salienta que antes de se preocupar com a moda, a pessoa deve se preocupar em ter um corpo saudável e jovem. Como dizia Chanel, aos 50 anos você vai ter o rosto que você merece ter.
Para este verão, Regina Martelli diz que vai prevalecer o colorido vibrante, o branco futurista, o natural misturado com o sintético. É a união do clássico com o étnico, do equilíbrio com o desequilíbrio. É uma moda sem bases definidas, mas com tecidos que proporcionam conforto e praticidade. Regina ressalta que estar bem vestido é simples, o problema é que as pessoas se apegam tanto a regras pré-estabelecidas que acabam transformando o ato de se arrumar num martírio. O que é compreensível porque moda mexe com a vaidade e todo mundo quer sentir-se bem e bonito, mas para isso as pessoas precisam começar a ver a moda de forma mais individual e menos universal, afirma.
O desfile mostrou as tendências do verão e também como é possível combinar roupas e acessórios para diferentes ocasiões. As roupas são da M. Fleury, jóias da Monalisa e calçados de Vera Fescina.





