Elegância de papel
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quinta-feira, 18 de agosto de 2005
Herika Fondazzi<br> Reportagem Local 
Quando pensamos em uma festa de casamento, logo imaginamos o lugar ideal, os convidados, a roupa escolhida, o bufê e as bebidas que serão servidas. Para a maioria das pessoas, o convite é algo sem muita importância, que pode ser igual a todos os outros e que ninguém presta muita atenção.
Mas ouvindo uma frase, dita pela promotora de eventos Patrícia Urizzi, que trabalha com organização de casamentos há oito anos, é possível ter a idéia de como é importante escolher o convite ideal para a mensagem certa. ''O convite é o postal do casamento. Pela cara dele, os convidados podem imaginar como vai ser a festa, se vai ser tradicional ou moderna, requintada ou despojada. Ele mostra a personalidade do casal.''
E para ficar com a cara do noivo e da noiva, vale tentar inovar, sempre seguindo algumas regras básicas. ''Os convites de casamento podem variar no tamanho, no tipo de papel, na cor, nas letras. Mas mudar demais pode ser um perigo. A pessoa inventa tanto que o convite fica muito carregado e fora do padrão. Certas características precisam ser mantidas. Senão o casal olha o convite daqui a dez anos e se arrepende'', diz Patrícia.
Ela ensina que a cor não pode fugir muito do branco tradicional e o formato não deve ser muito diferente do padrão. ''Aconselho meus clientes a usarem no máximo um madrepérola, cinza claro ou outra cor neutra para não carregar muito. O tamanho também não dá para fugir muito do quadrado e grande, que é símbolo de casamento. Convite muito pequeno fica parecendo de festa de 15 anos'', afirma.
Outros detalhes que, segundo a especialista, não devem ser alterados são as informações essencais e a maneira de colocá-las. ''A ordem dos nomes depende de quem está pagando a festa. Como na maioria das vezes são os pais que pagam, os nome deles vão primeiro. Os números devem ser por extenso para não parecer convite de festa comum e a quantia de informações não pode ser muito grande para não poluir demais'', aconselha.
E se na aparência os convites não mudam muito, os hábitos já não são os mesmos de alguns anos atrás. ''A tradição de que os noivos tinham que visitar cada convidado e entregar o convite pessoalmente não existe mais. Hoje isso acontece apenas com os padrinhos. Para os outros, os pais podem ajudar a entregar. Por correio, só se a pessoa morar em outra cidade. Convidar a família toda para a festa também é algo restrito apenas para familiares próximos. Ninguém hoje tem tempo ou dinheiro para essas coisas'', explica.
Para quem quer mudar, as melhores alternativas são mexer no papel, envelope e letra. ''Hoje já se pode usar letras mais comerciais e existem papéis bem diferentes no mercado. Isso já facilita a personalização do convite sem fugir do tradicional e sem o risco de arrependimentos'', comenta.


