A vida corrida da agente de viagens Graciela e do marido, o comerciante Wander Suzuki, não impede que eles reservem um tempo na agenda para Ana Laura, de 3 anos. Como trabalha a semana toda e também em escala de plantão em alguns finais de semana, Graciela tenta se organizar ao máximo para ficar com a filha. "Ela estuda período integral, das 9 às 18 horas, então quando chega em casa tentamos brincar e ficar um tempo só com ela", diz.
Mas as atividades preferidas pela família são ao ar livre. "Quando estou de folga tentamos ficar o mínimo possível em casa. Saímos para andar de bicicleta, ir ao parque, vamos até o lago. Tentamos fazer muitas atividades em família", explica.
Na casa da advogada Ruth Maria e do empresário Rafael Armelin, a prioridade também são as atividades ao ar livre para entreter Alice, de 2, e Angelina, de oito meses. "Nós usamos a televisão, Ipad ou celular quando não tem mais o que fazer, ou em viagens de carro. No mais, brincamos com elas fora de casa ou no nosso cantinho de brinquedos", afirma Ruth.
Ela ainda conta que o marido, que trabalha de madrugada e nos finais de semana, aproveita as manhãs para ficar com as duas meninas. "Fazemos coisas lúdicas, como desenhar, pintar, ler histórias, montar brinquedos, coisas que só mesmo uma criança poderia proporcionar. Meu marido sempre diz que nessas horas esquece dos problemas", conclui.
O veterinário José Henrique Cavicchioli e a Silvana consideram que dar o exemplo, seja em brincadeiras, atividades esportivas, acadêmicas ou culturais, é a melhor forma de criar as filhas, Marina, de 9, e Carolina, de 12. "Elas precisam nos ver como exemplo, e essas brincadeiras e atividades nos permitem mostrar nossos princípios familiares."
Cavicchioli, para ficar ainda mais próximo das meninas, começou a participar do teatro infantil da escola delas há quatro anos. A interação familiar constante permitiu que hoje, Carolina, a filha mais velha, tivesse confiança para levar os problemas e dúvidas comuns do início da adolescência para os pais. "Ela era mais tímida, reservada, e agora já faz muitas perguntas, conta o que está acontecendo na escola. A proximidade criada desde cedo foi fundamental para isso acontecer", diz o pai. (P.B.O.)

mockup