Engraçada, liberal e muito ativa. É assim que o estudante Lucas Bonesi Ferreira, de 24 anos, define sua avó Cibele Ribeiro Bonesi. "Ela dirige até hoje, ajuda na igreja, é super moderna e não tem as limitações comuns a pessoas da idade dela. Ela viaja com a gente, gosta de tomar uma cervejinha e transita entre várias gerações", explica.

Mesmo com essa imagem brincalhona, Lucas reconhece na avó uma mulher guerreira, que sofreu com a perda de um filho e também ficou viúva cedo.

Da época de criança, o estudante se lembra da casa da avó como um lugar de ponto de encontro com os primos e onde se podia fazer de tudo. "Ela tinha as regras dela, mas não impunha nada. Acho que ela confia na educação que nossos pais nos deram."

Entre as várias situações memoráveis com Cibele, ele se recorda com carinho especial de uma viagem que fizeram juntos para o Paraguai. "Minha avó sempre gostou de bingo e depois que foi proibido no Brasil, não jogou mais. Há uns dois anos fomos a um cassino no Paraguai e tentamos jogar em uma máquina. Não deu muito certo porque não entendíamos as instruções, tentamos em outras mas também não deu certo. No fim a gente não ganhou nada, mas valeu a pena porque rimos um monte. Foi um momento bem legal entre nós", destaca. (E.G)

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