Se ser pai em qualquer idade é uma novidade enorme e assustadora, o que dizer de pais que veem novos herdeiros nascerem após a chegada dos netos? Pais-avós são cada vez mais comuns, e eles garantem que a alegria dos rebentos compensa o inevitável cansaço e a queda na disposição, normal da idade, para cuidar das crianças. O auxiliar operacional do Instituto de Criminalística de Londrina, José Cândido Ferreira, 68 anos, é um exemplo de que são muitas as alegrias de ser pai-avô. Após ver nascer seus quatro netos, Vitória, de 7, Eduarda, de 3, Júlia, de 2, e Felipe, de 10 meses, José teve a caçula Poliana, hoje com sete meses.
A pequena é fruto do segundo casamento dele, com Liliana Ferreira, de 35. José garante que está aproveitando mais a paternidade agora do que quando era jovem. "Quando você tem 20, 30 anos, você está muito preocupado em trabalhar e não deixar faltar nada material para seus filhos. O que acontece é que muitas vezes falta o essencial, que é o carinho, a atenção. Hoje, apesar de trabalhar, eu não me ausento tanto. Minha vida está estabilizada", alega.
José conta que sempre teve dois empregos para conseguir sustentar seus quatro filhos, hoje com 36, 34, 30 e 20 anos. "Sempre fui sindicalista e viajava muito para resolver o problema dos outros. Aquela correria era horrível e a responsabilidade da criação acabava ficando mesmo com a mãe. Os pais precisam ser presentes, eu vejo isso agora", reconhece.
Apaixonado pela filha mais nova, José afirma que ela foi um presente, apesar de não ter sido planejada. Em 2008 ele ficou viúvo e conheceu Liliana durante um curso. "Ela também tinha dois filhos, de outro relacionamento. Casamos em 2010, e não pensávamos em ter filhos, mas aconteceu. Poliana é um anjo que Deus enviou, meu presente", conta orgulhoso com a bebê nos braços. (P.B.O.)

Imagem ilustrativa da imagem ‘Ela é um anjo que Deus enviou’, diz pai-avô
| Foto: Saulo Ohara
"Os pais precisam ser presentes, eu vejo isso agora", reconhece José Cândido Ferreira, de 68 anos, pai de Poliana, de sete meses
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