Talvez pelo fato de o Brasil ser um país jovem, ou talvez por não existir mão-de-obra especializada, os vitrais não receberam aqui a atenção que merecem. Arte milenar que consiste em juntar pedaços de vidro multicoloridos, resultando em belas figuras fragmentadas e translúcidas, o vitral é mais conhecido pelos brasileiros devido a sua utilização em igrejas e capelas. Entretanto, o estilo de vida contemporâneo, que traz para dentro de casa os materiais que aproximam o homem da natureza, está resgatando os vitrais usados agora em portas, janelas e clarabóias de residências e empreendimentos comerciais.
‘‘A volta dos caixilhos móveis, com janelas que abrem e fecham, dispensando a ventilação mecânica, é a tendência do próximo milênio’’, diz o arquiteto Álvaro Côrtes. ‘‘Há também um retorno de elementos plásticos, do vidro em alto-relevo, dos clássicos vitrais, que deixam a luz entrar nos ambientes através de elementos coloridos’’. O arquiteto lembra que as civilizações antigas já tiravam partido da iluminação natural filtrada pelos vitrais, com resultados coloridos e cênicos. ‘‘O resgate dos vitrais está ligado à volta do caixilho na arquitetura contemporânea, mas sua utilização só é possível quando eles têm um lugar definido no projeto e profissionais especializados em executá-los.
Especialização é o que não falta ao designer londrinense Rogério Baggio. Antes de adquirir experiência na arte dos vitrais, ele peregrinou por importantes cursos na Itália, famosa pelas técnicas mais tradicionais, acrescentando conhecimento ao seu diploma de desenho industrial. O segredo, segundo Baggio, está na escolha do vidro e no uso da técnica adequada. O designer destaca três formas de compor o vitral, todas artesanais: a fusão, o chumbo e a Tiffany, desenvolvida por Louis Comfort Tiffany, que já havia se consagrado pelos coloridos abajours Art Noveau.
Qualquer que seja a técnica utilizada, ela é precedida de um projeto que define o desenho e as cores a serem aplicadas no vidro, que exige uma tinta esmalte especial. Rogério mora hoje em Curitiba, mas já atende clientes e arquitetos londrinenses como Álvaro Côrtes, Sandra Wihby, Henrique Brunelli, Marcelo Melhado e Marlene Ricci, que incluíram vitrais em alguns de seus projetos de decoração. Quem quer saber mais sobre essa arte tão delicada pode acessar o site do designer – [email protected]

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