A empresária Andressa Yuri Kussano Rezende e o engenheiro civil Bruno Rezende são pais das gêmeas Alice e Elena, de 2 anos e 3 meses. Depois de uma gravidez com algumas complicações, as meninas nasceram prematuras e precisaram ficar um mês na UTI neonatal, mas nem por isso são superprotegidas.

"Tentamos não tratá-las como 'prematuras'. Ouvimos muitas coisas sobre o que poderia acontecer por terem nascido antes do tempo, que não andariam ou falariam no tempo das outras crianças, mas as criamos de forma natural e tranquila e elas tiveram um desenvolvimento normal", afirma.

Desde pequenas as meninas foram estimuladas a se alimentar sozinhas e a executar pequenas tarefas como calçar os sapatos e guardá-los no local adequado após o uso, além de outras atividades adequadas à idade.

"Elas comem e deixo um paninho ao lado delas, para que possam se limpar. Também peço para guardarem os brinquedos nos locais corretos. Eles são separados por tipo e elas sabem a 'casinha' de cada um. Explico a importância de manter tudo limpo e organizado. Isso leva tempo e exige repetição, mas justamente por serem duas dão um pouco mais de trabalho e procuro deixar que façam sozinhas aquilo que puderem", explica.

A autonomia, no entanto, tem limites. Principalmente devido à idade das crianças, algumas escolhas passam pela triagem prévia da mãe. "A Elena gosta muito da cor azul e prefere roupas e sapatos dessa cor, então na hora da compra deixamos que ela escolha. Mas se ela quiser sair de camiseta em um dia frio iremos explicar que não é possível. No supermercado elas escolhem alguns produtos e depois conversamos se podem levar. Também não permitimos que elas façam coisas que ofereçam grandes riscos, mas um simples tombo não é problema."

Até nas brigas entre as irmãs a mãe conta que procura intervir em último caso e nas tarefas que elas têm dificuldade em realizar, Andressa diz que as incentiva. "Tento ensiná-las a serem capazes. Percebo que o desenvolvimento delas é diferente de outras crianças e a escola já as elogiou. Acho que as mães que superprotegem acabam deixando as crianças mais medrosas. Por outro lado acredito que criança muito solta não é saudável, elas precisam aprender sobre as consequências. Acredito que educando-as assim serão adultos mais autoconfiantes", diz. (E.G)

Imagem ilustrativa da imagem Educação 'natural e tranquila'
Andressa e Bruno Rezende com as gêmeas Alice e Elena, de 2 anos e 3 meses: incentivo à autonomia desde cedo
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