Educação em conflito
Educação em conflito
A arquiteta Ana Maria, 33 anos, mãe de Rodrigo, 4 anos (nomes fictícios), vem enfrentando um problema semelhante. Apesar de tentar estabelecer regras e critérios para a educação do filho, suas ordens têm sido desobedecidas pela cunhada que faz todos os gostos e desejos do menino. Eu não gosto que o Rodrigo coma muito doce e beba muito refrigerante, e ela compra pacotes de balas e chocolates para ele. Eu reclamo, mas ela diz que quer dar para o sobrinho tudo aquilo que ela não teve quando era criança, diz Ana Maria.
O comportamento da tia tem causado vários conflitos familiares. No começo, eu suportei porque minha cunhada é uma pessoa complicada. Ela não se casou, é muito solitária e encontrou no sobrinho uma forma de suprir sua carência afetiva, mas agora as coisas estão passando dos limites. Ela está colocando o menino contra mim, dizendo que eu não faço todos os gostos dele porque eu não o amo o suficiente. Além disso, Rodrigo está se tornando uma criança birrenta e mal-educada. Para resolver o problema, eu pensei até em mudar de cidade, mas é difícil porque tenho toda a minha vida estruturada em Londrina, desabafa a arquiteta.
Ana Maria conta que não tem sossego nem para trabalhar. Quase todos os dias, a empregada me liga para dizer que a minha cunhada passou lá em casa e levou o Rodrigo para algum lugar. Ela leva o menino até quando vai ao banco. Meu marido já chamou a atenção dela, mas não adiantou nada. Ela se faz de vítima, alegando que quer o melhor para o menino. Eu falo para o Rodrigo não fazer determinada coisa, ela me desautoriza na frente do garoto, dizendo que ele pode fazer aquilo. Por causa disso, meu filho está ficando mais apegado a ela do que a mim. Eu sinto que estou perdendo-o e não encontro uma saída para o problema. Já tentei de tudo e nada tem dado resultado, reclama Ana Maria.





