Em plena era do computador, eles estão mais sedentários, tem uma dieta que esbanja calorias e, conseqüentemente, estão com o peso acima do normal. Não precisa ser especialista para constatar que a silhueta das crianças e adolescentes brasileiros mudou....para maior!
  Está provado pela ciência, hoje, que o excesso de peso deve ser tratado o mais cedo possível, pois o problema se agrava quando ocorre na criança e no adolescente. O aumento de peso na infância leva a um tipo de obesidade em que as células adiposas aumentam de número. Já quando se engorda na idade adulta, as células aumentam apenas de volume. Por isso, a obesidade infanto-juvenil acaba se tornando mais séria, quanto ao prognóstico do tratamento.
  Para o endocrinologista Alfredo Halpern (www.emagrecendo.com.br), é preciso organizar logo projetos de saúde pública e conscientização. Nos últimos dez anos a obesidade cresceu 240% entre crianças e adolescentes brasileiras, preocupando mais que a própria desnutrição.
  Claro que o ambiente escolar influencia no problema. O convívio social, as turmas tem tudo a ver com a forma como adolescentes e crianças se alimentam e se relacionam. Proibir não é a solução. Educar, sim. É possível aliar o que gostam de comer, como fast food, a outros alimentos, de maneira que consigam manter um peso bom, sem o castigo de se sentirem excluídos do grupo. (Da Redação)

Dicas
Comer a cada 3 horas (frutas, biscoitos não recheados, barra de cereais, iogurtes...)
Separar alimentos como salgadinhos, pipoca, chocolates em pequenas porções nos armários, bolsa da escola, geladeira, já pontuados para ficar mais fácil de controlar.
Levar sempre algum alimento na bolsa
Optar por salgadinhos assados na cantina (ao invés de frituras).
Não pular refeições
Preferir sucos naturais, ao invés de refrigerantes

Pontuação de fast-food
1 Big Mac + 1 Coco light + 1 torta de maçã = 197 pontos
Mac salad + 1 hambúrguer + 1 sundae = 158 pontos
1 Cheeseburguer + 1 Mac fritas pequena + 1 coca light = 142 pontos

Fonte Alfredo Halpern, endocrinologista e Professor livre-docente da Faculdade
de Medicina da USP, Chefe do Grupo de Obesidade do Hospital das Clínicas, responsável técnico-científico do Programa Emagrecendo.

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