Marcos BorgesPara a professora Estela Fuzii, a educação à distância pode ser tão eficiente e eficaz em termos de resultados quanto a convencionalA idéia de educação à distância (EAD) não é nova. As cartas de Platão e as epístolas de São Paulo são citadas como alguns exemplos dentro da história universal. As experiências por correspondência, iniciadas no final do século XVIII e que continuam nos dias de hoje, são outros exemplos. Só que agora a EAD está ganhando cada vez mais importância. As pesquisas sobre o assunto se intensificam, os recursos se ampliam e ela surge como uma alternativa de democratização da educação, capaz de atender a grandes contingentes de alunos em situações e locais diversos. Muitos dos quais não teriam acesso à educação de outro modo.
Segundo a professora Estela Okabayaski Fuzii, diretora do Núcleo de Tecnologia Educacional da Universidade Estadual de Londrina, essa é uma modalidade de se fazer educação com uma clientela bastante diversificada. Responsável pelo programa de Educação Aberta, Continuada e à Distância que a UEL começa a implementar no segundo semestre deste ano, a professora lembra que, quando bem organizada, a educação à distância é bem eficiente. E é eficaz em termos de resultados, podendo atender a um grande número de pessoas, o que já não ocorre no ensino convencional.
Os meios de comunicação utilizados variam de acordo com a instituição que oferece o curso e também com os recursos disponíveis nos locais onde estão os estudantes. Correspondência comum e eletrônica, rádio, televisão e vídeo são alguns dos meios utilizados. Porém, hoje esse tipo de educação conta também com fax, telefone, computador (inclusive com a utilização da Internet), satélite, teleconferências e videoconferências.

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