Dorico da Silva‘‘Apesar da diferença entre as duas meninas ser de apenas um ano, não consigo reaproveitar nem mesmo os livros utilizados pela mais velha’’, conta Alda HayashiLivros, cadernos, canetas, tintas e lápis, além de folhas de papel dos mais variados tipos e cores provocam uma verdadeira correria no início do ano. É quando os pais pegam as listas de material escolar exigidos pela escola. Em muitas delas, principalmente naquelas que vão do maternal à 4 ª série, materiais didático e de manutenção como papel higiênico, toalhas e lenços de papel, copos descartáveis, brinquedo educativo e livro de literatura infantil engrossam a lista como doação compulsória. Os pais reclamam, mas para eles pouco há a fazer: mudam de escola ou simplesmente acatam a lista, buscando na pesquisa de preço a única opção de economia.
A administradora de empresas Soraia de Oliveira Macarini, 38 anos, acredita que neste ano vai gastar mais ou menos R$ 450,00 de material com as duas filhas, de 12 e 8 anos. ‘‘Gastos com livros, cadernos, lápis de cor e de escrever eu não ligo muito. Porém, acho um absurdo uma escola pedir para os pais papel higiênico, copo descartável, sabonete, bola para educação física. Se fosse uma escola pública até seria compreensível, mas vindo de uma escola particular acho inconcebível. Além de pagar a mensalidade ainda temos que fornecer todo o material de manutenção da escola?’’, argumenta.
Soraia lembra que, muitas vezes, quanto menor a criança maior a lista de material para uso da escola, que no final do ano não são devolvidos. ‘‘Uma bola para educação física mesmo. Imagine uma escola com 500 crianças, cada uma trazendo uma bola, todos os anos. Em dois anos são mil bolas. Precisa de tudo isso para as aulas de educação física? O que eles fazem com tantas bolas?’’, questiona.Uma reclamação comum das mães é quanto ao número de papel sulfite exigido pelas escolas. Num ano letivo com 180, 200 dias, para se utilizar 400 sulfites seria necessário gastar ao menos dois por dia. Esse número para crianças da pré-escola , que tem como atividades principais a pintura, o recorte e a colagem, é até pequeno. Já para os maiores, as mães acreditam ser um verdadeiro exagero. ‘‘As escolas nos cobram até sulfite para provas e para avisos, tudo isso acaba encarecendo ainda mais a escola particular. Imagine a situação de pais com três ou quatro filhos’’, diz Soraia.

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