Educação - Emoções equilibradas
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quinta-feira, 11 de setembro de 1997
Jossânia Navolar 
Foto: Milton Dória; modelo: Henrique Magalhães AlbertinoÉ necessário saber respeitar as emoções da criança. As negativas podem servir como excelente oportunidade para os pais agirem como educadoresMeu filho estava agressivo, nervoso, infeliz, ansioso, mal-humorado. Eu não sabia como agir, achando que a culpa era só minha. Pensava que meu filho era daquele jeito e eu tinha que aprender a lidar com ele assim. O mais difícil dessa situação era conseguir impor limites sem afetar ainda mais o estado emocional dele,, conta Maria, 34 anos.
Esse é um capítulo de uma história que acontece todos os dias em muito mais mais lares do que se possa imaginar. No entanto, na maioria das vezes, o desfecho nem sempre é satisfatório, em função das dificuldades dos pais em detectar suas próprias emoções e as dos filhos. A psicóloga e terapeuta floral Adriana Victor dos Santos lembra que para os pais saberem se as coisas estão caminhando bem, é preciso que estejam atentos. Eles devem questionar como estão suas crianças. Estão felizes? Têm muito medo? Se sentem amadas? Têm ciúmes em exagero? São expressivas? Muito tímidas? Têm medo de se expor? Já passaram da idade e continuam fazendo xixi na cama? Como anda a auto-estima delas?, diz.
As pessoas ainda confundem limites com repressão. Dar limites é saber direcionar uma criança, não significa reprimi-la. Quem reprime ou é permissivo em demasia, não educa, alerta a psicóloga e terapeuta floral Adriana Santos
Amor e bom senso Segundo Adriana, quando o comportamento da criança começa a atrapalhar sua vida, sua relação na família, na escola, no convívio social, é necessário fazer uma avaliação cuidadosa por parte dos pais. Não há receitas sobre a atitude mais correta a ser tomada. Isto porque não há como saber com exatidão o que uma criança em determinado momento vai apresentar. No geral, é necessário que os pais amem bastante suas crianças, demonstrem esse amor, brinquem com elas, tenham mais paciência e sejam firmes na hora em que for preciso. E ser firme, saber impor limites, não significa reprimir. Dar limites é direcionar, é educar. Quem reprime ou é permissivo demais, não educa. E para isso, novamente, é preciso saber identificar emoções. Uma criança agressiva, que apanha dos pais, pode ficar ainda mais agressiva, não é por aí que os pais vão educá-la, alerta Adriana.
De acordo com ela, quando os pais revolvem dar um castigo precisam pensar bem para que ele possa ser cumprido até o fim. Aliás, saber cumprir promessas é de fundamental importância. Os filhos cobram isso. Quem não consegue cumprir promessas, não deve fazê-las, aconselha. Dedicar pelo menos meia hora por dia para estar com os filhos, acompanhá-los nos estudos e dialogar com eles é o mínimo que os pais devem fazer.
Valorizar a criança e estimulá-la é outro papel de grande importância que os pais devem assumir para si. A auto-estima é tudo. É ela que vai fazer com que essa criança cresça com segurança, se posicione melhor no mundo e em qualquer coisa que resolva fazer, explica.


