Ecologicamente corretos
O arquiteto Álvaro Côrtes lembra que a utilização de bichos na decoração data de épocas muito antigas. Segundo ele, ainda é possível ver nas cozinhas de castelos europeus borders com desenhos de animais, uma referência ao alimento que era servido à mesa. A eles juntaram-se cabeças de animais empalhados, provenientes de caça, figuras em cerâmica, madeira e outros materiais. O uso de bichos em residências, seja em telas, fotos, objetos utilitários ou decorativos, tem muito a ver com ecologia é uma forma de torná-los mais próximos, conscientizando as novas gerações sobre a sua preservação, argumenta o arquiteto. Ele também observa que as esculturas de bichos mostram a força do artesanato como produto do meio em que vivem os artesãos, que copiam as figuras dos animais em seu habitat, materializando-os na forma de arte.Confira aqui algumas dicas de Álvaro Côrtes sobre os bichos na decoração:
Banheiro, jardim, piscina, sauna: figuras de animais relacionados ao ambiente como peixes, sapos, tartarugas
Living, salas de jogos, tevê: tapetes de couro ou pêlo podem conviver com uma ou outra escultura no mesa de centro, na estante ou aparador
O mesmo espaço não pode acumular muitas informações diferentes, a utilização exagerada pode conflitar no ambiente
Coleções de animais não têm relação nenhuma com o espaço e, sim, com o gosto particular do morador
A decoração temática, como figuras da fauna brasileira, é sempre bem-vinda em cozinhas e varandas. (A.R.B.)





