E vai rolar a festa...
A noite é das deusas e das santas. Da greco-romana Vênus à ''Madame Pele'' (Mulher do Fogo para o povo polinésio), passando pela Pombagira (entidade do candomblé), poderosas figuras femininas serviram de inspiração para os modelões que encheram os olhos da high society carioca.
A Santa Ephigênia chega ao verão 2003 repleta de referências étnicas. Volumosas, as saias têm acabamentos empapelados e plissados irregulares. Rendas, babados e bordados se juntam às estampas afro-sacras, compondo um visual imponente e deslumbrante. Ousadia também é o que move a baiana Márcia Ganem, que evocou a deusa vulcânica da cultura polinésia. Trabalhando com a fibra de poliamida (a mesma usada na indústria automobilística), ela cria teias vestíveis em tramas de nó, incrustadas de cristais e pedras. De tirar o fôlego.
Sob o tema ''Gira de Vênus'', Carlos Miéle mostrou seu verão em três tons. O vermelho e o preto surgem com assimetrias, transparências e decotes profundos. Corseletes e calças ganham aplicações de búzios e botões de coco, formando desenhos tribais. Técnicas artesanais, como crochê, fuxico e nozinho, aparecem tanto nos tecidos mais sofisticados como no jeans, ponto alto da coleção.
Correto, mas sem maiores atrativos, o verão do badalado Carlos Tufvesson traz cores claras, o brilho do dourado e das rendas, drapeados, plissados, tecidos esvoaçantes, geometrias em preto e pele e o uso do peridoto (pedra verde) em alças e tops. A linha urbana abriu o desfile da mineira Alphorria, que lançou também seu jeanswear, mas o destaque ficou por conta dos modelitos de noite, pra lá de sensuais. Fendas, costas nuas, caudas esvoaçantes e cores intensas predominaram nos belos vestidos em cetim e georgete de seda pura.





