A educadora e contadora de histórias Dolores Bertone é mãe de três meninos: Caio, de 13 anos, Kanauã, de 10, e Inandê, de 7, e já vivenciou diferentes fases dos medos infantis. Ela afirma que, com tranquilidade, procura entender e conversar com os filhos.
"Todo mundo tem medo de alguma coisa. Mas eles não tiveram nada sério, que necessitasse de intervenção profissional, são coisas da imaginação deles. O mais velho tinha medo de lobisomem quando era bem pequeno e fomos conversando sobre o assunto. Agora o caçula pede para dormir com uma luzinha acesa, mesmo dividindo o quarto com o irmão do meio. Acho normal ter medo de escuro e não me importo em colocar a luz. Tem criança que pode até acabar fazendo xixi na cama, por medo de ir ao banheiro no escuro", destaca.
Dolores pondera que é importante acolher o medo e conversar com a criança, se colocar no lugar dela. "Não é você que está sentindo aquilo. Também é preciso se lembrar de quando você era criança. Eu conto que também tive medo de algumas coisas."
Com o filho mais velho, o foco agora é alertar sobre os perigos reais, como a violência, mas de forma natural. "Conversamos sempre sobre isso, porque ele começou a sair sozinho. E falo também com os menores, por exemplo, sobre como se portar ao atender ao telefone ou não falar com estranhos. Mas tudo com tranquilidade", diz. (E.G)

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