De acordo com a ginecologista Viviane Magalhães, outros sintomas típicos do climatério são insônia, alteração de humor, dores nas juntas e calor excessivo. ''E muitas mulheres, exatamente neste período, estão passando pela síndrome do 'ninho vazio', em que os filhos estão saindo de casa e tornando-se independentes. Muitas chegam a entrar em estados depressivos'', salienta.
Diante de tantas mudanças, a médica afirma que é importante buscar o autoconhecimento para enfrentar a fase. ''O ideal é se preparar durante toda a vida para o climatério. É preciso fazer leituras, conversar com o médico ginecologista e com mulheres que já passaram pela situação. E atividade física e boa alimentação devem ser regra sempre'', orienta.
Ela afirma que atualmente as mulheres estão mais informadas e reconhecem os sintomas do período. ''Antigamente, a expectativa de vida era menor e a mulher ficava no climatério uns 15 anos ou até menos. Por isso, relevava os sintomas. Ficava mais em casa, já tinha procriado, era avó e não tinha muitas perspectivas. Hoje, no entanto, a situação é completamente diferente. A mulher passa mais tempo no climatério do que na infância, é ativa e tem muitas expectativas nesta idade, buscando meios para minimizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida'', compara.
E uma saída é recorrer às terapias de reposição hormonal. ''É importante ressaltar que não são todas as mulheres que podem utilizar hormônios e que existem algumas contraindicações, como no caso da mulher fumante, que já teve câncer de mama, com taxas elevadas de colesterol e triglicerídios, entre outras. É preciso avaliar as situações isoladamente antes de indicar o melhor tratamento'', pondera a ginecologista, acrescentando que outra opção são os tratamentos fitoterápicos.
Viviane explica que em casos específicos a paciente precisa de uma reposição androgênica, ou seja, de hormônio masculino para resgatar a libido. ''É algo bem restrito e não é toda mulher que pode usar. O caso tem que ser muito bem avaliado'', alerta. (P.C.B.)

Imagem ilustrativa da imagem É preciso se autoconhecer
Viviane Magalhães, ginecologista e obstetra: ‘‘O ideal é se preparar durante toda a vida para o climatério’’