É preciso saber usar
O hidrocarbono aparece como uma alternativa ao uso do percloro-etileno. O produto foi utilizado pela primeira vez no país no início da década de 90, pela rede Vip Lavanderia. ''Em 1992, desativamos a última máquina de percloro-etileno na lavagem a seco de roupas domésticas'', explica Othon Barcellos, que atualmente é o presidente da rede.
Segundo ele, o hidrocarbono, além de ser ecologicamente correto por ser biodegradável, traz benefícios aos próprios clientes de lavanderias: as roupas lavadas com o hidrocarbono não desbotam nem correm o risco de terem seus botões derretidos pela ação do solvente.
Carlos Alberto Cestari, franqueado em Londrina da rede de lavanderias 5 à Sec, que usa o solvente percloro-etileno, argumenta que quando o produto é usado na quantidade certa e de forma correta não representa prejuízo às roupas e à saúde. ''Usamos máquinas produzidas na Itália, que possuem nível de segurança altíssimo. Além de o funcionário não ter contato com o solvente, a máquina destila e recicla o produto. A roupa recém-lavada não apresenta cheiro do solvente'', garante.
Ele ressalta que o percloro-etileno faz mal à saúde se não for usado de forma criteriosa, assim como a gasolina, a cola de sapateiro ou qualquer outro produto químico. Segundo Carlos Alberto Cestari, o hidrocarbono também tem suas desvantagens. ''É altamente explosivo e sofre muita combustão'', informa.
A Dow Química, que produz o percloro-etileno, informa através da Ficha de Informação sobre Segurança de Produto (FIS), que o solvente é tóxico, mas, sabendo usá-lo, não representa riscos à saúde.
Para a professora Maria Josefa dos Santos, do Departamento de Química da Universidade Estadual de Londrina, tanto o percloro-etileno quanto o hidrocarbono têm suas vantagens e desvatagens. ''Ambos são produtos químicos e precisam ser usados de forma criteriosa''. Segundo ela, o percloro-etileno é poluente e tóxico, já o hidrocarbono é altamente explosivo. ''O importante é que esses produtos sejam usados dentro dos parâmetros estabelecidos por lei'', afirma. (C.M.)





