É preciso investir tempo e atenção
Em maio do ano passado a técnica judiciária Cristiane Meneguelli e o marido, o hoteleiro Rodrigo da Silva Manhaes, resolveram adotar os vira-latas Ollie e Gismo. Ainda filhotes, os dois cães rapidamente se revelaram destruidores, além de sofrerem de ansiedade de separação. O pé da cadeira e a porta da cozinha foram alguns dos alvos da dupla, que ficava desesperada quando estava sozinha em casa.
Depois de comprar vários brinquedos que rapidamente eram estragados, o casal resolveu contratar um profissional que os ajudasse a lidar com os animais. "Já tínhamos comprado um desses brinquedos para colocar ração dentro, mas não sabíamos como usar direito. Eles também comiam rápido demais e tiveram problemas gástricos, por isso foi indicado um quebra-cabeças para ração", diz Cristiane.
Manhaes aponta que os brinquedos interativos fazem com que os animais se sintam como na natureza, já que precisam "caçar" o alimento. "Eles pediam para tirar o brinquedo que ficava preso atrás dos móveis, tivemos que ensinar como brincar. Agora percebo que estão mais confiantes. Esses brinquedos são mais caros que os convencionais, mas duram muito mais e, além de tudo, são muito mais baratos do que um sofá novo", afirma rindo.
Cristiane conta que eventualmente os animais acabam estragando alguma coisa, mas que estão muito mais tranquilos. "Temos que ter consciência que eles podem pegar alguma coisa e que é nossa responsabilidade deixar aquilo fora do alcance. Os cães não resolvem estragar algo por pirraça, eles apenas estão brincando. É preciso investir tempo para dar atenção para o seu cão. Se não estiver disposto a isso é melhor ter um bicho de pelúcia." (E.G)






