É preciso encontrar o equilíbrio
Para a psicóloga Daniele Fioravante Tristão, mestre em análise do comportamento, o romantismo é importante em todos os relacionamentos. ''Nenhum relacionamento sobrevive por si só. O amor deve ser alimentado com atitudes. É uma decisão diária que deve partir de homens e mulheres'', afirma.
Segundo ela, ser romântico é muito mais do que encher a pessoa amada de presentes. ''É demonstrar cuidado e preocupação com o outro, o que pode acontecer de várias formas'', define.
Abrir a porta do carro, mandar flores, levar para jantar e dar presentes são iniciativas carinhosas e importantes. Mas a psicóloga destaca que atitudes práticas do dia a dia podem servir como declarações de amor. ''Dividir as tarefas domésticas, ajudar com os filhos, levar o carro do outro na oficina são formas de manifestar o amor'', considera.
Antigamente, de acordo com Daniele, os homens eram mais românticos do que nos dias de hoje. ''Os relacionamentos eram diferentes. Para pegar na mão, levar para passear e ganhar um beijo era preciso muito esforço. Os homens tinham que investir mais na conquista'', pontua, acrescentando que atualmente a realidade é outra e as formas de se relacionar também.
''Antes, os papéis eram muito bem definidos. A mulher cuidava da casa, enquanto o homem era o provedor. Hoje as mulheres são independentes e existem várias formas de se relacionar. Mas, por mais moderna que seja a pessoa, ela gosta de ser cuidada'', constata.
O segredo, na visão da psicóloga, é encontrar o equilíbrio. ''Nenhum extremo é bom. É preciso demonstrar amor e atenção, mas excesso de cuidado pode 'sufocar' e prejudicar o relacionamento. Deve-se respeitar a individualidade do outro'', avisa.
Com o passar dos anos, muitos tabus ficaram para trás. ''Já passamos por diferentes fases. Fomos de um extremo ao outro, mas acho que agora estamos chegando ao 'meio-termo', em que homens e mulheres demonstram mais cuidado um com o outro sem tanto exagero ou descaso'', finaliza. (P.C.B.)





