A adoção de novas tecnologias, para o dentista Antonio Ferelle, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e presidente da Associação Odontológica do Norte do Paraná (Aonp), exige sempre um pouco de cautela. Ele afirma que os estudos publicados sobre a utilização do laser no clareamento dos dentes mostram resultados positivos. Mesmo assim, Ferelle diz que é muito cedo para se prever consequências. O sistema de produção de luz através de LED's utilizado nessa tecnologia, para ele, precisa ser melhor desenvolvido.
Para o dentista, ''vivemos um período de culto à beleza, e o modismo atual determina dentes branquinhos''. Mas não há, para ele, a necessidade de que todos invistam na tecnologia do sorriso brilhante: ''Só para os casos mais graves'', orienta. Ferelle lembra que outras tecnologias, como as placas com ácidos, trouxeram dentes brancos, mas, para alguns, elas também deixaram prejuízos, como alterações na sensibilidade dos dentes. ''Depois, foram necessários outros produtos para combater a fragilidade dental'', observa.
Ele também explica que a cor dos dentes é determinada por fatores genéticos e, com o passar dos anos, a tendência é se tornarem cada vez mais amarelos, chegando à velhice com a coloração acinzentada. Isso porque os nervos dos dentes vão afinando e o canal ocupado por eles é tomado pela dentina a segunda camada dos dentes responsável pela coloração. ''Parece que o clareamento a laser é o caminho, mas prefiro recomendar cautela''. (C.G.)

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