É possível prevenir a osteoporose?
Pesquisa do New England Journal of Medicine aponta que suplemento de cálcio e vitamina D não combatem a osteoporose. O estudo foi realizado com um grupo de mulheres acima de 50 anos durante um período de sete anos.
Perda de altura, com visual corcunda, diminuição da caixa toráxica, prisão de ventre pela curvatura do corpo sobre o abdômen e, finalmente, a dor. Estes são os principais sinais que os pacientes que sofrem de um processo avançado de osteoporose apresentam.
O grande problema é que a doença é silenciosa, não provoca dor e seus sintomas são discretos. Com a diminuição da massa óssea, cresce naturalmente o risco de fraturas. Em mulheres, a fratura vertebral é observada em 16% dos casos, a fratura do fêmur em 17,5%, e a fratura do pulso está presente em 16% das pacientes, sendo que em 39,7% das pacientes é possível observar um dos três tipos. O melhor caminho é a prevenção e não basta apenas utilizar suplementos alimentares.
Para uma boa prevenção é fundamental conhecer o grupo de risco, composto por mulheres em idade média de 50 anos, as que apresentam menopausa precoce, as orientais ou com pele clara e as de baixa estatura. Além disso, o baixo consumo de cálcio, o aumento do consumo de sal e café, sedentarismo, uso prolongado ou excessivo de certos medicamentos como a cortisona, abuso do álcool, tabagismo, uso de hormônios firoidianos e a hereditariedade também contribuem para aumentar os riscos de desenvolver a doença.
''Seja em consulta clínica ou através de exames específicos, a identificação precoce da osteoporose é fundamental para um tratamento preventivo de sua evolução'', explica a reumatologista Evelin Goldenberg. Medicamentos específicos lançados recentemente já circulam no mercado brasileiro, divididos entre bisfosonatos, que inibem a reabsorção óssea, e tereparatide, drogas que estimulam a formação do osso. Entre os bisfosfanatos estão o risendronato, ingerido via oral uma vez por semana, o pamindronato, de uso endovenoso a cada três meses e o zolendronato sódico, aplicado uma vez por ano via endovenosa, e já utilizado para tratar a doença de Paget (alteração do processo de remodelação do esqueleto).
Existe também o remédio do mercado americano ibandronato sódico, consumido uma vez por mês por via oral. ''Mas qualquer uma destas opções deve ter o acompanhamento médico para avaliação de caso a caso'', afirma a especialista.
Evelin Goldenberg, reumatologista, coordenadora do curso de pós-graduação em reumatologia do Hospital Albert Einstein e professora colaboradora da disciplina de Clínica Médica da Unifesp-EPM.





