'É comprovado que os bichos ajudam na recuperação'
As vantagens de se ter um animal são inúmeras, mas é preciso cautela. Oncologista pediátrica há 10 anos, Tania Hissa Anegawa concorda que a relação com os bichos de estimação traz benefícios, mas alerta que em casos de crianças que estejam doentes vários cuidados devem ser tomados.
''Geralmente, converso com a família, pois isso deve ser algo bom para todos. A família precisa cuidar do bicho, oferecendo-lhe espaço, cuidados como vacinas em dia, boa alimentação, banho e tosa em dia, entre outros. Um animal infeliz não vai colaborar, pois vai ser estressado. Se a criança que fica doente já possui um animal, ela deve continuar com ele. Não indico adquirir no período de tratamento, a não ser que esse bicho venha a ter todos os cuidados já citados. Temos consciência de que muitas famílias com crianças doentes são de baixa renda e não podem cuidar de um cão como ele necessita'', explica Tania.
A médica concorda que o mascote alegra, ensina e ajuda no desenvolvimento emocional, seja de crianças, adultos ou idosos. ''É comprovado que os bichos ajudam na recuperação (de pessoas doentes). Os cachorros, por exemplo, são companheiros, carinhosos. E outro detalhe importante é escolher a raça compatível. Não adianta só ter o animal, é preciso cuidar dele. Dentro de todos os cuidados, eu indico sim. Animal, seja cachorro ou não, ajuda muito.'' (E.S.)






