E agora, como vai ser?
E agora, como vai ser?
Além dos sintomas físicos comuns à gravidez, com a proximidade do momento do parto muitas gestantes começam a fazer alguns questionamentos do tipo: Será que vou conseguir cuidar do bebê,, será que vou ser boa mãe?, como vai ficar meu casamento agora?. Neste momento, a ajuda profissional pode ser o caminho. A psicóloga paulista Beatriz Cauduro Cruz, que dá cursos à gestantes, explica que o casal não deve ter vergonha de buscar auxílio de um profissional. No passado, as mães exerciam um pouco esta função, mas agora temos espaços sociais que se encarregam disso, verifica.
A gravidez representa para a mulher uma mudança de papel, na vida dela e na do casal também. Mudança gera estremecimento, e cada um reage diferente, dependendo da personalidade. Os efeitos da mudança da gravidez dependem da mãe e do vínculo do casal. Agora, eles vão ter de dividir a relação com uma nova pessoa, completa Beatriz.
Por outro lado, não são só as mulheres que sentem a mudança. Muitas vezes, os homens se sentem excluídos. Acham que a esposa vai dar mais atenção ao filho, frisa. Essa sensação de exclusão pode ser alimentada ainda mais se a mulher começar a sentir uma sensação de plenitude. É quando a grávida acha que nada mais basta, só a barriga dela, destaca. Essa sensação pode ser tão acentuada, que algumas mulheres chegam a sentir falta da barriga quando ganham o bebê. Mas os homens, diz Beatriz, podem ter a mesma sensação de plenitude com a gravidez da esposa. O ato de distribuir charutos é prova disso, é como se ele estivesse mostrando o quanto foi capaz de produzir um novo ser, verifica.
O ideal, durante o período da gravidez, é que o casal procure conversar muito, que se perceba e curta cada momento da chegada do bebê. A mulher fica muito mais sensível, mais chorona, sentimental... O marido a recobre de cuidados e, às vezes, a mulher chega a assumir o papel do próprio bebê que traz na barriga, indica.
Problemas sexuais também podem acontecer, já que a mulher, por uma questão de vaidade, se acha gorda, enorme. Em contrapartida, o homem tem medo de machucar o bebê. Tudo isso precisa ser discutido e ver o que é real ou não, assegura. Com relação à presença do pai dentro da sala de parto, Beatriz lembra que nem sempre isso é apropriado. O marido pode ficar desesperado e desmaiar ao ver sangue, promovendo uma situação mais delicada ainda. Ele tem de dar suporte dentro das condições que dispõe. Uma outra pessoa da família pode estar presente neste momento, conclui.
Os problemas com depressão pós-parto ainda são muito comuns. Se a mulher fica deprimida, começa a chorar muito e sem ânimo para enfrentar o dia-a-dia, informa. Em outros casos, a mãe pode rejeitar o bebê, o que é mais fácil verificar. Mas, ao menor sinal de que algo está errado, depois do nascimento da criança, a família deve procurar ajuda especializada imediatamente, salienta a psicóloga.





