Se no decorrer dos anos os óculos tiveram pouca evolução, o mesmo não se pode dizer das lentes de contato. Bem mais recentes, elas oferecem várias opções de uso àqueles que sofrem de miopia e hipermetropia. Apesar de já estarem no mercado há algum tempo, as lentes coloridas de grau começam a ganhar evidência entre os usuários. Além das cores azul, verde, cinza e mel, existem também as variantes de azul e verde.
Segundo o médico oftalmologista Francisco Eugênio Campiolo, as pessoas não devem comprar as lentes coloridas sem antes passar por uma avaliação e acompanhamento médico. ''É preciso avaliar a qualidade do filme lacrimal, a curvatura corneana e as condições anatômicas antes de prescrever seu uso'', esclarece Campiolo.
As lentes coloridas estão disponíveis em graus baixos e elevados, porém aqueles que sofrem de astigmatismo precisam se contentar com as incolores. ''Para corrigir esse problema visual, ainda não existem no Brasil as lentes coloridas'', informa o médico. Entretanto, os portadores de anirídia (ausência de íris) congênita ou traumática podem ser beneficiados. ''Existem lentes coloridas específicas para quem sofre de anirídia. Elas não resolvem o problema, mas fazem a correção estética'', esclarece o oftalmologista.
Mulheres Francisco Eugênio Campiolo traça o perfil de quem procura por lentes coloridas de grau: ''São na maioria mulheres jovens. Os homens ainda preferem as incolores'', observa. Ele ressalta que o usário deve retornar ao médico sempre que sentir dor durante ou após o uso das lentes, tiver lacrimejamento excessivo, sentir aversão à luz ou secura nos olhos.
A estudante de medicina Heloísa Trevisan Hata, que sofre de miopia, está usando as lentes coloridas há quase três anos. Ela garante que ninguém percebe. ''As minhas são esverdeadas e como tenho os olhos claros, elas parecem naturais'', afirma. Heloísa salienta que durante o dia usa óculos ou lentes incolores. ''As coloridas eu uso mais para sair à noite'', afirma.n

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