Duas irmãs, duas festas
Apesar de ser irmãs, Ana Vitória Pagan Cardoso, 16 anos, e Alexandra Pagan Cardoso, 15 anos, garantem que são muito diferentes. Ouvindo as duas falarem sobre suas festas de 15 anos é possível confirmar tal diferença. Desde criança, Ana (que está na foto da capa) sempre quis comemorar o aniversário com uma grande festa, já Alexandra ficou em dúvida.
''Meus pais me disseram para escolher entre viajar e fazer a festa, e no início fiquei indecisa. Conversando com minha mãe percebi que a festa seria mais interessante porque eu já conhecia a Disney e poderia viajar em outros aniversários, mas festa de 15 anos seria uma só'', conta Alexandra.
Para a mãe, Luciana Pagan, comemorar aniversário é muito importante. ''Sempre fizemos festas para as duas e, na minha opinião, 13, 15 e 18 anos são marcantes. Eu tive a minha festa nos meus 15 anos e adorei. É uma data tradicional para as meninas, o início de um novo ciclo de vida''.
Para Ana, o ideal de comemoração era uma festa cheia de tradição, com direito a vestido branco, valsa e salão de clube decorado. ''Desde pequena, eu queria uma festa assim, é mais bonita. A única coisa que deixei de fora foram as 15 amigas vestidas iguais. Acho isso chato. Mas até escada montada no salão eu tive, embora tenha ficado nervosa na hora de descer sozinha e pedi para meu pai me acompanhar'', lembra.
Já a irmã, Alexandra, optou pela descontração, com apresentação de circo, vestido curto e chinelos de dedos para o final da festa. ''Eu sou mais despojada do que a Ana e a festa foi assim também. Não quis vestido longo porque acho que atrapalha, também preferi receber os convidados na porta ao invés de entrar depois com meu pai. Os chinelos eu levei porque lembro que minha irmã teve problemas com a sandália dela'', explica.
Mesmo sendo tão diferentes, a mãe das meninas garante que ajudou a organizar as duas festas e decidiu vários detalhes. ''Não impus nada. Conheço minhas filhas e sabia o que cada uma iria gostar mais'', diz. ''Meu vestido, mamãe escolheu um ano antes da festa, mas para tudo ela pedia minha opinião e a gente definia'', lembra Alexandra.
Tradicional ou moderna, as duas irmãs lembram com muito carinho da data e garantem que fariam tudo igual outra vez se pudessem. ''Eu aproveitei cada minuto, valeu a pena. Foi a melhor noite da minha vida. Complicado mesmo foi entregar pessoalmente todos os convites. Eles tinham um enfeite que não podia estragar e fiquei com medo de contratar alguém para entregar por mim'', comenta Alexandra. ''Não me arrependo de nada do que fiz na festa e não trocaria por uma viagem. Foi uma inesquecível, em que fui o centro das atenções, a pessoa mais importante da festa'', lembra Ana. (H.F.)





