Duas faculdades juntas
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Paula Barbosa Ocanha<br>Reportagem Local 
O final da adolescência e início da jovem vida adulta é um período cheio de expectativas e dúvidas. Alguns, mesmo após os 20 anos, ainda não sabem o que vão cursar ou que profissão querem seguir, outros já estão mais decididos e tranquilos com suas escolhas e aproveitam que estão morando na casa dos pais ou ainda não precisam trabalhar para se sustentar para aproveitar ao máximo esta fase e fazer todos os cursos e faculdades que desejam. Começar uma graduação pode ser difícil para alguns jovens, outros já preferem encarar duas simultaneamente e garantem que não se arrependem da escolha feita.
É o caso da jovem arquiteta Ana Carolina Godoy Paiva, de 25 anos, que terminou a graduação de arquitetura e urbanismo no final de 2010 e está para terminar engenharia civil ambas com duração de cinco anos, cursadas no Centro Universitário Filadélfia (UniFil). Durante dois anos, 2009 e 2010, ela fez os dois cursos simultaneamente. "Quando estava no início do quarto ano de arquitetura senti a necessidade de fazer o outro curso porque gosto de construção, execução de obras, que somente a arquitetura não dava muita base pois tinha outro foco", explica. Ela pondera, porém, que acha que a escolha só vale a pena quando os cursos são complementares, e não em áreas diferentes. "Você dificilmente vai conseguir trabalhar em duas áreas distintas. Então, na minha opinião, é melhor escolher um curso que acrescente conteúdo ao outro, e não cursar duas coisas totalmente diferentes."
A jovem atualmente trabalha como arquiteta em um escritório de engenharia e faz estágio no mesmo local como engenheira civil. "Meu sócio e eu trabalhamos aqui e eu ainda faço estágio. Meu único arrependimento foi não ter começado a engenharia antes para poder terminar as duas graduações juntas", garante. Para ela, ter iniciado a segunda graduação antes de terminar a primeira foi determinante para que tivesse ânimo em cursar as duas. "Quando você é só estudante e não precisa trabalhar, você já está na vida acadêmica e é muito mais fácil conciliar as coisas. Hoje, por exemplo, eu trabalho, tenho compromissos com clientes e ainda tenho que fazer trabalhos, provas, então às vezes você precisa priorizar. Por isso, se eu tivesse terminado a arquitetura não sei se teria começado a outra", afirma.
Para Ana Carolina, porém, foco e organização são as características mais importantes para o aluno que deseja encarar duas graduações simultâneas. "Arquitetura era integral, de manhã e à tarde, e engenharia é um curso noturno. Era muito pesado e em semanas de prova, principalmente, eu quase ficava louca. Eu sempre brincava que ia jogar tudo para o alto nessas semanas, mas nunca pensei seriamente em desistir." Apesar da tripla jornada, a jovem garante que nunca deixou de lado a vida pessoal e social para poder cursar as duas faculdades. "Minha família é de Cornélio Procópio e eu tinha tempo para visitá-los, sair com meus amigos e namorar. Nunca deixei essa área de lado", conclui.


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