Driblando a solidão
Quando você dá a oportunidade para a pessoa falar sobre solidão, já está ajudando-a a vencer a primeira barreira, explica Rose, voluntária do CVVDriblando a solidão
É de pelo menos 20% o aumento do número de ligações feitas ao Centro de Valorização à Vida (CVV), nesta época do ano. A maior queixa é a da solidão. E neste caso, explica Rose, da Comissão de Divulgação, existem dois tipos. A solidão de sentimento, aquela que machuca e dá uma sensação de rejeição. E a solidão de estar realmente só. Às vezes até nas reuniões de família, quando está rodeada de gente, a pessoa é capaz de se sentir só.
Durante 24 horas, vários voluntários, que se mantêm no anonimato, se revezam em turnos de quatro horas e meia. E, às vezes, vencendo a sua própria solidão, ajudam outras pessoas a entender o sentimento e até a encontrar soluções. Quando você dá a oportunidade para a pessoa falar sobre solidão, já está ajudando-a a vencer a primeira barreira. Mas o nosso ouvir não é um ouvir passivo. Enquanto ouvimos estamos tentando descobrir o que está causando o problema, sem dar palpites ou opiniões. Conversando com a pessoa que nos liga a ajudamos achar o caminho.
Qualquer pessoa pode ser um voluntário desde que passe por um treinamento especial. O voluntário tem que estar em equilíbrio. Porque enquanto ele não conseguir resolver seus próprios problemas, não terá espaço para tentar resolver o de outras pessoas, conclui Rose.
Serviço:
Centro de Valorização da Vida (CVV)
Curitiba: fone (041) 342-4111
Londrina: fone (043) 330-4111





