Às 6 horas da manhã, o despertador soa o alarme na casa do estudante Peter Salles Geib, 14 anos. Ele tem sono leve e, por isso, ouve muito bem o despertador. Mas só levanta após os insistentes chamados da mãe: ‘‘Vai rápido, acorda’’. ‘‘Es-pe-ra’’, responde sonolento. ‘‘Até chegar ao banheiro, vou tateando a parede’’, confessa Peter. Na escola, ainda na terceira aula, ele continua bocejando e conforme as horas vão passando, o rendimento dele vai
melhorando. Mesmo dormindo por volta de 8 horas, a sonolência matinal persiste. Peter admite que não era assim. ‘‘Antes eu acordava e já estava esperto’’, recorda.
Outro estudante no qual a mãe tem papel fundamental para retirá-lo da cama é Lucas Fosneca Bedani, 14 anos. Morador em Bela Vista do Paraíso, o garoto tem que estar de pé às 5h30. ‘‘Já me acostumei a acordar tão cedo’’, afirma. Mesmo assim, a mãe de Lucas tem que chamá-lo pelo menos três vezes. ‘‘Ela só dá uns tapinhas para eu levantar. Às vezes, eu sonho que estou acordando e continuo dormindo. Acabo acordando duas vezes, uma vez no sonho e outra de verdade’’, revela. E emenda: ‘‘É bom dormir’’.
O hiperativo André Ferraz, 12 anos, também faz parte do clube dos sonados. ‘‘Fico mais esperto à tarde’’, admite. Tanto que neste período faz basquete, handebol, tênis, bateria e inglês. O galo canta no quintal de André às 7h15. ‘‘Acordo muito sonolento. Fico enrolando meia hora. Lá em casa ficam me chamando pelo menos cinco vezes’’, diz, entre uma espreguiçada e outra. Para o garoto, 7h30 é cedo demais para o início das aulas. André Ferraz sugere que ‘‘as aulas deveriam começar às 9 horas’’.

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