Doenças da infância podem voltar com o tempo
Apesar de a medicina estar cada vez mais capacitada para tratar os problemas do coração em crianças, isso não acaba com a possibilidade de quem teve complicação na infância precisar de reparos quando chegar à meia-idade.
A falsa idéia de que a cura é para sempre causa um descuido na hora de realizar os check-ups anuais necessários depois dos 30 ou 40 anos. ''Até os anos 70, apenas 25% das crianças que nasciam com doenças do coração sobreviviam ao primeiro ano de vida. Hoje, mais de 95% desses bebês vão crescer e ter uma vida normal'', lembra Karen Kuehl, cardiologista pediátrica do Children's National Medical Center, em Washington.
Segundo o cardiologista José Carlos Tavares da Costa, do Hospital Paulistano, só agora esses pacientes estão voltando aos médicos apresentando sequelas pós-operatórias. ''Essas sequelas são definidas como distúrbios inevitavelmente deixados na época da cirurgia reparadora das cardiopatias complexas ou em decorrência de anormalidades cardíacas residuais que evoluem com o tempo. Além de problemas com materiais protéticos que, com o passar do tempo, sofreram um processo degenerativo'', afirma.
O especialista recomenda que quem superou uma doença cardíaca na infância deve encarar o fato como um fator de risco. ''Deve-se dobrar a atenção e os cuidados com o coração, fazendo acompanhamento clínico periódico e seguindo as recomendações médicas.'' (Da Editoria)





