Doença é comum na Terceira Idade
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quinta-feira, 12 de outubro de 2000
Da Redação 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que 330 milhões de pessoas sofram de depressão em todo o mundo. Desse total, cerca de 10% a 15% da população acima de 65 anos apresentam sintomas da doença. No ano 2020, a depressão será a segunda causa mundial de anos de vida saudável perdidos, superada apenas pela isquemia cardíaca. Cerca de 10% a 15% dos deprimidos cometem suicídio.
Muito comum na Terceira Idade, a depressão nesta fase é desencadeada pelo afastamento do idoso de suas atividades profissionais, da perda de amigos da mesma idade, do progressivo desligamento dos filhos e do isolamento social.
No caso da mulher, o problema é agravado por conta das alterações hormonais decorrentes da menopausa. Cerca de 50% das mulheres se queixam de sintomas de depressão, na fase da menopausa, segundo levantamento realizado em Londres, e confirmado por pesquisa efetuada em Massachussets, nos EUA. Tanto os homens quanto as mulheres deprimidos sofrem de disfunções sexuais, como a diminuição da libido, impotência ou anorgasmia feminina (ausência de orgasmo).
O tratamento da depressão é feito à base de medicamentos antidepressivos que atuam nos neurotransmissores cerebrais (noradrenalina e serotonina), associado em alguns casos à psicoterapia.
Hoje existem medicamentos modernos e altamente eficazes, que além de livrar o paciente com mais rapidez do quadro depressivo, provocam menos efeitos colaterais. Na população idosa, esses remédios têm uma atuação importante por melhorar a insônia e a ansiedade, problemas que afetam significativamente essa faixa etária de forma geral.


