Só quem já teve ou tem psoríase sabe, ''literalmente '', o que é ter na pele esse problema. Considerada uma doença rara, que atinge em média 3% da população mundial, a psoríase ainda não tem cura, segundo a medicina tradicional. As causas da doença são desconhecidas, mas estudos médicos indicam que a pessoa já nasceria com uma tendência (predisposição genética), para manifestá-la. Outro fator apontado pela experiência clínica com os pacientes é que, na maioria dos casos, a doença está intimamente relacionada com o estado emocional, sendo que a manifestação da doença se intensifica em momentos de forte estresse.
A psoríase, que não é causada por vírus, bactérias ou fungos, não é contagiosa, podendo se manifestar em qualquer parte externa do corpo revestida por pele, incluindo genitália e couro cabeludo. Ela também pode se manifestar internamente, nas articulações, mas dessa forma é ainda mais rara.
A doença causa uma descamação constante, que deixa a pele extremamente sensível e avermelhada. Na maioria dos casos, ela também causa uma coceira intensa, provocando até rachaduras e sangramento das áreas afetadas.
Sentindo na própria pele No caso do médico londrinense Alexandre Oliveira de Almeida, a psoríase começou a manifestar quando ele era adolescente. ''Cheguei a ter no corpo inteiro e também sofri preconceito de pessoas que achavam que a doença era contagiosa'', conta Alexandre.
Na busca contínua por tratamentos que melhorassem a sua condição física, Oliveira tentou diversos métodos disponíveis no mercado e divulgados na mídia, como banhos de raios ultra-violeta, banhos de sol e até colocar sal sobre as feridas, na tentativa que elas cicatrizassem. ''Tentei de tudo, desde tratamentos convencionais aos mais alternativos; até me mudei para Natal (RN) para poder ter mais exposição ao sol'', disse Alexandre.
Em 1999, de volta a Londrina, Alexandre Oliveira ficou sabendo, através de um colega de profissão, de um medicamento desenvolvido pelo farmacêutico paulista Hélcio da Silva Reis, que estava obtendo resultados eficientes no tratamento da psoríase. Ao utilizar o medicamento, que é uma associação de fitoterapia, ortomolecular e alopatia, sem corticóides, que normalmente são prescritos aos pacientes com psoríase, o médico se surpreendeu com a sua melhora. ''O medicamento foi muito eficiente e após tantos anos convivendo com a doença, tive a alegria de ver a minha pele voltar ao normal''.
Desde então, Alexandre Oliveira intensificou as suas pesquisas sobre a doença e aplica o mesmo tratamento, que praticamente o curou, em portadores da doença. Os medicamentos, que consistem em cápsulas ingeríveis, loção e creme para passar sobre as lesões, são feitos em farmácias de manipulação e não têm alto custo. O médico atende em Londrina, Maringá e Curitiba.•

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