Marcos BorgesA médica infectologista Dayse Souza de Pauli afirma: ‘‘A vacina vai diminuir as formas graves de tuberculose’’Na década de 50, o tratamento da tuberculose se resumia a longos períodos de internação nos chamados sanatórios. Hoje são os coquetéis de comprimidos que costumam resolver o problema. Considerada uma doença ‘‘antiga’’, a tuberculose volta a ser motivo de preocupação.
Um dos fatores que fez ampliar a incidência dessa doença, é o aumento nos casos de Aids. Mas segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a desigualdade social e a desorganização do serviço da área de saúde também contribuem para o recrudescimento da doença.
As pessoas mais propensas a adquirir a tuberculose são aquelas em situações sócio-econômicas precárias, vivendo em aglomerações populacionais e em condições higiênicas ruins. Os alcoólotras, imunodeprimidos e desnutridos também são considerados propensos à doença.
‘‘Mas não atinge somente pessoas de condições sócio-econômicas precárias. Cerca de um terço da população mundial já manteve contato com o bacilo’’, explica a médica pneumologista Dayse Souza de Pauli. De contágio fácil, via oral, a bactéria é altamente resistente até mesmo à medicação.
‘‘O processo é crônico e, no início, muitas vezes é confundido com uma gripe’’ explica o médico pneumologista João Adriano de BarrosA vacinação é um dos caminhos para fugir da tuberculose, segundo a especialista. Mas ela ressalta que sua eficácia é ponto de divergência. Nos Estados Unidos, a imunização da tuberculose não é feita porque as autoridades sanitárias daquele país não reconhecem a eficácia da vacina. Na Inglaterra, considera-se que a eficácia da vacina atinja 80%, e na Índia, 0%.
‘‘Mas a vacina é sempre indicada, pois ela vai diminuir as formas graves da tuberculose’’, afirma a médica. Ela constata que no Brasil, o esquema vacinal ainda não é levado em conta como se deveria. ‘‘Quando a mãe leva o filho ao pediatra, por qualquer motivo, o médico sempre deve checar o esquema de vacinação’’, recomenda a médica.

mockup