Doce equilíbrio
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quinta-feira, 20 de março de 2014
Michelle Aligleri<br>Reportagem Local 
Ele está nos chocolates, biscoitos, balas, sobremesas, iogurtes, molhos, refrigerantes, sucos industrializados, sorvetes e nas massas brancas como pão e macarrão. Considerado um carboidrato simples, o açúcar pode trazer prejuízo à saúde se consumido em excesso. Além da obesidade, a ingestão exagerada do produto pode alterar o nível dos triglicerídeos e favorecer o aparecimento de doenças cardiovasculares e metabólicas, como diabetes e dislipidemia, além de comprometer a saúde bucal em função das cáries.
Por conta desses riscos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou recentemente uma diretriz orientando a redução da ingestão de açúcar pela população. Na recomendação anterior da OMS, o açúcar poderia representar até 10% do valor total da energia diária, o que significa 12 colheres de chá por dia. Agora a orientação é reduzir esta quantidade pela metade.
A maior parte do açúcar consumido no dia a dia não é vista em colheres, porque está escondida nos alimentos industrializados. Para dificultar, nos rótulos o produto recebe diferentes nomes, nem sempre reconhecidos pelo consumidor: glicose, sucralose, dextrose, maltose entre outros. Conforme dados da OMS, uma lata de refrigerante pode ter até sete colheres de chá de açúcar e uma barra de chocolate representa seis ou sete colheres.
Especialistas afirmam que reduzir o consumo diário desta substância pode trazer efeitos positivos ao organismo. "Os carboidratos simples não fazem falta ao organismo. Precisamos manter o consumo dos carboidratos complexos, que além de dar energia são ricos em fibras e dão a sensação de saciedade", afirma a médica nutróloga Denise Kley. Ela complementa que as frutas, legumes, tubérculos, cereais, grãos, leite e produtos integrais são considerados carboidratos complexos.
Ao contrário do que muitos podem imaginar, Denise explica que o açúcar não causa dependência, o que existe é o acesso fácil dos consumidores a guloseimas e outros produtos ricos nesta substância. "O efeito do carboidrato simples no organismo é muito rápido, a pessoa consome e em pouco tempo está com fome novamente. A recomendação é reduzir o consumo. A alimentação é uma questão de educação e cultura", aponta.
De acordo com a nutróloga, as pessoas podem deixar de ingerir carboidratos simples sem trazer problemas ao organismo, mas é fundamental consumir alimentos ricos em carboidratos complexos para que não falte energia. "Proponho aos meus pacientes que tirem a guloseima do dia a dia e não deixem de comer o carboidrato complexo, que é muito mais saudável", afirma.




