Ter contato com um mundo de fantasia e imaginação. Ficar com os olhos atentos, sorriso nos lábios e com o corpo em êxtase. Uma história - quando bem contada - é capaz de proporcionar essas e outras sensações em diferentes públicos, especialmente entre as crianças. Também trabalha a memória, desperta valores, incentiva a criatividade e a socialização.
Mas, para isso, o contador de histórias deve lançar mão de alguns recursos para enriquecer a narrativa, como música, entonação diferenciada e brincadeiras. ''Ao contar uma história a pessoa deve trabalhar todo o corpo'', afirma a pedagoga Daniella Fioruci, da Biblioteca Viva Itinerante. Ela ressalta que existe uma grande diferença entre a história lida e a contada. ''A leitura é um momento mais individual enquanto a contação de histórias é uma situação coletiva, que estimula a socialização e a cooperação'', diferencia Daniela, que vai ministrar uma oficina de Contação de Histórias este mês no Centro Londrinense de Arte Circence (Clac), voltada para educadores e comunidade externa.
Para ela, as histórias mexem com os sentimentos das pessoas. ''O ato de contar acompanha a humanidade. E nem sempre é preciso contar a história de um livro. As pessoas podem narrar suas vivências e, com isso, transmitir sabedoria e outros valores implícitos'', diz.
De acordo com Daniela, a contação de histórias deve se explorada em casa e no ambiente escolar. ''Não podemos deixar a prática morrer'', observa a pedagoga, que durante a oficina vai discutir a estrutura das histórias e apresentar os recursos capazes de enriquecer a narrativa e, consequentemente, encantar o público. ''Vou oferecer diversas opções de repertório para a pessoa escolher com quais se identifica'', afirma, acrescentando que no final do curso os participantes serão desafiados a contar uma história.
Serviço
Oficina de Contação de Histórias
Data: 10, 12, 13, 17, 19 e 20 de julho
Horário: 19h. às 22h.
Local: Clac - Rua Professor Samuel Moura, 451
Investimento: R$ 55
Informações: [email protected]

Imagem ilustrativa da imagem Do real ao imaginário
O contador de histórias deve utilizar-se de recursos para enriquecer a narrativa, como música, entonação diferenciada e brincadeiras