A estudante Flávia Eliza Staut Silva, de 11 anos, também anda para cima e para baixo com seu estojo de elásticos coloridos. Assim como outras crianças, faz os acessórios para si e também já vendeu para os amigos.

"Aprendi como fazer na internet. Tenho uma caixa com vários kits de elásticos, que peço para a minha mãe comprar. Na escola todo mundo leva e minhas amigas vêm em casa para brincar. Acho legal porque antes eu ficava bastante tempo na internet e agora não fico mais. Além disso, é um brinquedo que a gente mesmo faz", conta a menina.

Sua mãe, a arquiteta e urbanista Lucy Ana Vilela Staut, diz que sempre incentivou as atividades manuais e outras brincadeiras que não as eletrônicas, mas destaca que com as pulseiras a filha passa menos tempo na internet. Outra vantagem é poder discutir a educação financeira.

"A Flávia chegou dizendo que tinha encomendas para pulseiras. Perguntei a ela o valor que havia cobrado e percebi que ela não tinha a menor noção do valor que havia sugerido às amigas. Aproveitei a ocasião e calculamos o valor de cada elástico, a quantidade utilizada em cada pulseira e o quanto deveria lucrar pelo seu trabalho e despesas para a compra do material. Ela percebeu que o que havia cobrado não cobria o custo dos elásticos. Foi muito interessante! Agora, ela cobra o valor real do produto", conta.(E.G)

Imagem ilustrativa da imagem Diversão e educação financeira
"Acho legal porque antes eu ficava bastante tempo na internet e agora não fico mais", diz Flávia Staut, de 11 anos, que também aprendeu noções de empreendedorismo com as pulseiras
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