Diversão e cultura na bagagem
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sexta-feira, 04 de dezembro de 2009
Micaela Orikasa<br> Reportagem Local 
Arrumar a mala, controlar os próprios gastos, cuidar da bagagem e dormir fora de casa. Tanto para os pais quanto para a escola, essa tarefa tem sido encarada como uma ferramenta de aprendizado, mas, para os estudantes, ela está mais para diversão. É justamente através dessa combinação entre conteúdo pedagógico e descontração que a escola propõe as viagens. Algumas já incluídas na programação anual, o que tem se tornado um diferencial entre as instituições.
O Colégio Marista é um dos pioneiros nessa prática - há 30 anos oferece viagens escolares como complemento das lições aprendidas em sala de aula. ''Inicialmente, essa proposta tinha um cunho muito recreativo mas, ao longo dos anos, passamos a aliar esse programa aos conteúdos pedagógicos e experiências reais'', diz a diretora educacional Marize Rufino.
Para ela, as viagens estudantis propõe um aprendizado pessoal, como cuidar dos pertences, dividir experiências diferentes da sala de aula e até controlar o dinheiro enviado pelos pais. ''Acho que essa é uma das experiências mais importantes em nossas vidas. Quando adultos, não vamos lembrar das aulas de português ou de matemática, e sim dessas viagens especiais com os colegas de classe'', acrescenta.
Acostumada a arrumar as malas dos filhos, Liliana Albuquerque encara as viagens da escola como uma oportunidade para Gregório, da 5 série, de conviver com os colegas longe de casa, além da exercitar a responsabilidade, a autonomia e a independência.
''É nesses encontros que ele vai reforçar amizades e criar lembranças que duram a vida toda. Outro aspecto muito importante dessa experiência é o despertar da curiosidade e o interesse pelas matérias'', diz a mãe.
Gabriel, da 4 série, viajou recentemente para Santa Catarina. Além de visitar uma fábrica de cristais em Blumenau, a turma se divertiu bastante no Beto Carreiro World. ''O legal é que posso viajar com meus amigos'', diz ele, que sempre ajuda a mãe a arrumar a mala. ''Aos poucos a gente dá liberdade aos filhos, colocando em prática o que nós ensinamos no dia a dia'', conta a mãe, Luciana Rahal.
É nessa mesma linha que o Colégio PGD promove suas viagens. De acordo com a diretora pedagógica Patrícia Gois Bonesi, ''quando a escola vai além da sala de aula, o conhecimento se amplia, pois é articulado com a necessidade de reforçar o que se aprendeu com o professor e os livros'', diz.
Parceria
Parques ecológicos, de diversões ou grandes indústrias. A escolha do destino nem sempre é definida pelo gosto dos pequenos viajantes e, sim, de acordo com a faixa etária dos alunos e a programação ofertada pela agências de viagens, que fecham parceria com as instituições.
''Geralmente, elas são realizadas a partir do terceiro ano do ensino fundamental até a conclusão do ensino médio, estas, as famosas viagens de formatura'', diz Valentin Aparecido Martins, da Valentim Turismo.
Para ele, que promove roteiros estudantis há mais de 20 anos, antes de colocar os pés na estrada, é preciso esclarecer as dúvidas aos pais, alunos e escolas em relação ao roteiro e à segurança. Valentin ressalta também a importância em atender as particularidades de cada escola.
Parceria
Parques ecológicos, de diversões ou grandes indústrias. A escolha do destino nem sempre é definida pelo gosto dos pequenos viajantes e, sim, de acordo com a faixa etária dos alunos e a programação ofertada pela agências de viagens, que fecham parceria com as instituições.
Geralmente, elas são realizadas a partir do terceiro ano do ensino fundamental até a conclusão do ensino médio, estas, as famosas viagens de formatura, diz Valentin Aparecido Martins, da Valentim Turismo.
Para ele, que promove roteiros estudantis há mais de 20 anos, antes de colocar os pés na estrada, é preciso esclarecer as dúvidas aos pais, alunos e escolas em relação ao roteiro e à segurança. Valentin ressalta também a importância em atender as particularidades de cada escola (M.O.).


