Disputa não acaba
O passar dos anos nem sempre ameniza a disputa entre irmãos pela atenção dos pais. Inerente à natureza humana, o ciúme o tal monstro de olhos verdes descrito por Shakespeare não precisa ser combatido, mas deve ser trabalhado para não causar sofrimentos desnecessários. Adepta dessa teoria, a empresária Michelle Padovani de Resende ensina as filhas Caroline, 12 anos, e Georgia, 6 anos, a identificarem esse sentimento e, assim, lidarem melhor com as emoções.
Eu sempre digo a elas que não é errado sentir ciúmes, mas aproveito para mostrar que as duas recebem atenção individual e têm os interesses atendidos de acordo com a idade, comenta.
Caroline conta que sofreu um pouco quando a irmã nasceu, principalmente porque a mãe passou a dedicar menos atenção às atividades que antes realizavam juntas. Mas, depois, a Georgia passou a exigir menos cuidados e tudo voltou ao normal, reconhece.
Hoje em dia, a irmã mais nova também tem seus momentos de ciúmes em relação à maior. Ela fica brava porque a Caroline já tem computador no quarto, ou quando saímos juntas para fazer compras. Eu explico que a irmã já é adolescente e tem necessidades diferentes, diz a mãe.
O segredo para manter a harmonia que na família supera os momentos de disputa é conciliar os interesses das duas e manter espaço para a atenção individual. No geral, Georgia e Caroline se entendem muito bem. O sentimento de bem-querer entre elas é maior, orgulha-se. (C.A.)





