Dinheiro é gasto com supervisão
Os irmãos Mariana Suenson Sales, de 10 anos, e Daniel Suenson Sales, de 9, também são fãs da nova moda. Assim como outras crianças, andam sempre com os kits, inclusive quando vão para a escola. Segundo eles, cada um tem seu material, mas nada impede de trocarem os elásticos entre si e com outros colegas.
Os irmãos também vendem os acessórios para amigos e familiares e reinvestem o dinheiro na produção. "Eu queria uma caixa maior para guardar o material, então peguei o dinheiro que ganhei vendendo as pulseiras para comprar essa caixa", conta Mariana.
Karla Sales, psicóloga e mãe das crianças, também aprovou a brincadeira. "No tempo que têm livre eles fazem as pulseirinhas. Às vezes estão muito quietos, vamos ver e estão brincando com os elásticos. É uma atividade educativa e aproveitamos para ensinar como lidar com o dinheiro e outras situações. Se um deles esquece a caixa em casa ou na escola, têm que negociar entre si como vão brincar", explica ela.
Segundo a mãe, não é em qualquer lugar que podem vender os acessórios e o dinheiro ganho também é gasto com cuidado. "Eles investem nas coisas deles, mas se forem gastar com algo que não queremos, não deixamos. Eles não podem, por exemplo, gastar R$ 20 em doce num dia só. Na igreja também não é lugar de vender pulseira. Estamos aproveitando essa moda para ensinar algumas coisas", diz. (E.G)







