Difícil decisão
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de dezembro de 1998
Celso Mattos 
Com a chegada das festas de fim de ano, os filhos de pais separados enfrentam um dilema: com quem passar o Natal e o Réveillon? Nesta época, os valores cristãos reforçam a união familiar e os laços afetivos, tornando a situação ainda mais complicada para as famílias que passaram por um processo de separação. Mas para tudo existe uma saída. A melhor forma de resolver esse problema, é uma boa e sincera conversa entre pais e filhos para que, juntos, decidam como curtir as festas sem comprometer a diversão.
Kraw PenasApesar da separação, passamos o Natal todos juntos, diz Celso Paulo Coelho MartinsMuitas vezes, a decisão não chega a agradar a todos, mas pelo menos evita maiores transtornos. A administradora de empresas Rosemary Farias Amaral está separada do marido há dois anos, mas procura manter os laços familiares entre o pai e os filhos - Ana Carolina, 15 anos, e Thiago Henrique, 13 anos. Desde a época em que éramos namorados, tínhamos como tradição passar o Natal na casa dos meus pais, e o Ano Novo, na casa dos pais dele. Depois da separação, esse costume continuou, porém, sem minha presença. As crianças passam o Natal comigo, e o Réveillon, com ele na casa dos avós, explica Rosemary Farias.
Ela salienta que isso não é uma imposição. Como os dois já são adolescentes eu deixo que eles decidam. Mas confesso que, às vezes, acabo influenciando na decisão porque acho importante manter os laços familiares com o pai e os avós paternos. No entanto, esses laços não devem se restringir ao Natal, mas nos 365 dias do ano. O que me magoa é o fato de meu ex-marido só lembrar que tem filhos nesta época do ano, critica Rosemary Farias.
Arquivo/FLA separação não significa a destruição da família, afirma a psicóloga Simone OlianiPara Ana Carolina, o ideal seria que a família estivesse unida para comemorar o Natal e o Réveillon, mas como isso não é possível, ela concorda em ficar com o pai no Ano Novo. Mas, no fundo, eu gostaria de passar com minha mãe. Eu queria que meu pai estivesse mais presente em nossas vidas no dia-a-dia e não apenas no fim do ano, afirma Ana Carolina.


