Diferenças não são empecilhos quando existe respeito, admiração e tolerância
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quinta-feira, 07 de junho de 2012
Redação FolhaWeb 
O cantor Renato Russo ajudou a eternizar em uma de suas canções (''Monte Castelo'') o trecho bíblico que diz que ''só o amor que conhece o que é verdade'' e que ''sem amor nada seríamos''. É, sem dúvida, um sentimento capaz de transformar pessoas e superar grandes barreiras. A empresária Aline Alves Vicente e o marido, o também empresário Hazem Khoury, que o diga. Juntos há sete anos, já perderam a conta dos obstáculos que venceram em nome do amor.
Natural de Amã (Jordânia), ele precisou enfrentar a família e passar por cima de uma série de convicções culturais para levar adiante o relacionamento com a brasileira, de Londrina. Aline também teve que se impor diante de alguns amigos e familiares que demonstraram receio quando ela anunciou o romance. ''Os meus pais se preocuparam quando souberam que ele é árabe. Tinham medo dele ser conservador, buscar uma mulher submissa e até cogitaram a possibilidade de um dia ele levar um filho nosso embora'', revela Aline, que está grávida de seis meses de Lucca, o primeiro filho do casal, cuja união foi oficializada em 2010 no civil e 2011 no religioso.
Hazem, que está aprendendo português e ainda tem forte sotaque árabe, afirma que quando falou do relacionamento para a família ''foi um caos''. Ele era prometido para uma prima, seguindo a tradição árabe em que as famílias ''arrumam'' o casamento dos filhos ainda na infância. Tudo mudou, no entanto, quando ele conheceu Aline em meados de 2005, na Florida (EUA). Ambos são formados em Hotelaria e Turismo e estavam fazendo estágio em um hotel norte-americano.
Apesar do susto inicial, aos poucos as famílias foram aceitando o relacionamento. A mãe de Hazem, quando soube do namoro, foi aos Estados Unidos conhecer Aline. ''Ela ficou meses me observando. Na cultura deles (árabes) a mulher tem que cuidar do marido. Eles passaram a respeitar a minha independência e o meu modo de ser porque eu sempre fiz a minha parte enquanto esposa. Procurei ser eu mesma o tempo todo'', conta Aline, ressaltando que o fato de a sogra ter gostado dela foi importante para o restante da família aceitá-la.
Outro ponto positivo, segundo ela, é que a família de Hazem é cristã. ''Apenas 3% dos árabes são cristãos. É bem raro, mas isso ajudou para que ficássemos juntos. Ele tem uma cabeça diferente'', considera.
Há quase dez anos, a advogada londrinense Patricia Azevedo Aranda e o estudante de Medicina Lauro Freitas driblam a distância para ficarem juntos. Quando começaram a namorar, em novembro de 2002, ele morava em Araçatuba (SP) com a família. Atualmente, reside em Uberaba (MG) para estudar, ficando quase 700 quilômetros distante da namorada. ''No início não acreditava que daria muito certo, mas o amor, a confiança e a segurança que ele sempre me passou contribuíram para o sucesso do relacionamento'', afirma Patricia.
Para minimizar a saudade, o casal se comunica várias vezes ao dia pelo celular. ''Apesar da distância, conseguimos participar ativamente da vida um do outro'', ressalta.
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