Dieta do bem
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quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Bruna Quintanilha<br>Reportagem Local 
Peixes, muitos vegetais e uma tacinha de vinho tinto. Nem parece, mas todos esses alimentos integram a Dieta do Mediterrâneo que, além de auxiliar na perda de peso, ajuda a prevenir várias doenças. Bastante popular entre quem busca hábitos alimentares mais saudáveis, a Dieta do Mediterrâneo voltou a ser tema de discussão recentemente.
"O estudo Predimed, realizado na Espanha e a sua continuação, o Predimed Plus, com início em 2013, foi muito discutido, neste ano, em vários Congressos pelo mundo", diz a médica endocrinologista doutora pela Faculdade de Medicina de São Paulo (USP), Maria Fernanda Barca. "Este último estudo mostrou que a Dieta do Mediterrâneo, com uso de azeite de oliva, consumo diário de oleaginosas, doses moderadas de vinho tinto, uma redução calórica e atividade física diária reduziram mais significativamente os casos de doenças em comparação ao estudo Predimed, em que não havia restrição calórica", completa
De acordo com a médica, os cientistas comprovaram que as pessoas que adotaram este estilo de vida diminuíram em 52% a prevalência de diabetes e de doenças cardiovasculares, com redução da hipertensão, da circunferência abdominal e do peso corporal. Ao todo, mais de 7 mil pessoas passaram pelo estudo ao longo de quatro anos.
Maria Fernanda explica que a Dieta do Mediterrâneo é um tipo de alimentação típica de alguns países banhados pelo Mar Mediterrâneo como Itália, Grécia, Espanha, França e Portugal. Segundo a nutricionista Patrícia Pinesi, além de peixes, vegetais e vinho tinto, vários outros alimentos integram a dieta. "Esta alimentação inclui legumes, tomate, alho, frutas frescas e secas, azeite de oliva, nuts (mix de amêndoas, nozes, pistache e castanha), cereais integrais, sementes, leite desnatado e seus derivados."
Apesar de reunir uma grande variedade de alimentos, a Dieta do Mediterrâneo restringe um item bastante popular no Brasil, principalmente nos Estados do Sul e Sudeste: a carne vermelha. "O consumo de carne vermelha é pequeno", alerta a médica endocrinologista. "Bem como o consumo de doces e de alimentos processados", acrescenta.
Apesar disso, Maria Fernanda afirma que a dieta é facilmente adaptada à rotina dos brasileiros. Mesmo sendo muito saudável, a médica recomenda ainda que esse tipo de alimentação não seja seguido sem acompanhamento médico. "Trata-se de uma alimentação balanceada. Mas, calorias propostas nesta dieta vão variar para cada pessoa, por isso, é muito importante a ajuda de um profissional."
Maria Fernanda explica que a Dieta do Mediterrâneo pode ser feita por qualquer pessoa, mas é ainda mais indicada para quem sofre de síndromes metabólicas. "O vinho tinto faz parte da dieta, mas crianças, gestantes e pessoas com problemas hepáticos, renais ou que apresentam quadro de depressão devem excluí-lo da dieta", recomenda.
Sugestão de cardápio
Café da manhã: pão integral com queijo branco + Iogurte desnatado + fruta
Lanche da manhã: 1 porção de nuts (castanha de caju, nozes, amêndoas e pistaches)
Almoço: salada de folhas verdes com tomate + arroz 7 cereais + feijão + filé de frango grelhado + legumes e verduras refogados com azeite + fruta
Lanche da tarde: iogurte desnatado com cereais integrais
Jantar: salada de folhas verdes + penne integral com lascas de bacalhau, manjericão, tomates frescos e brócolis + vinho tinto + fruta
Lanche da noite: leite desnatado
Observação: temperar a salada com azeite, aceto balsâmico, vinagre ou limão.
Fonte: nutricionista Patricia Pinesi - CRN-3 33050.




