Os produtos dietéticos são formulados especificamente para dietas. Uma gestante, um diabético ou alguém que queira manter o peso pode fazer uma dieta com esses produtos. Por isso, como explica a nutricionista Rosana Chiuchetta, que atua na empresa maringaense Lowçucar, o produto dietético não precisa, necessariamente, ser de baixa caloria. ‘‘Nem sempre o diet é para emagrecer’’, alerta Rosana. O chocolate e o sorvete diet, por exemplo, são direcionados a diabéticos. Já um refrigerante diet possui zero de calorias (o refrigerante comum tem 200 calorias), e pode ser consumido por quem não quer ganhar peso.
Os produtos denominados light (leve), obrigatoriamente terão um dos ingredientes em menor quantidade. Geralmente, tem menos gordura ou vitaminas como a margarina, que possui baixo teor de gordura. Mas para ser considerado light, o alimento tem que ter uma redução de pelo menos 25% de gordura ou vitaminas. Rosana aconselha que ao comprar qualquer produto diet ou light, o consumidor deve observar atentamente o rótulo, principalmente o valor de calorias, carimbo do Ministério da Saúde e a discriminação dos ingredientes.
‘‘O consumidor deve saber por que está comprando aquele produto. Se for para manter o peso, nem todos os produtos são indicados. O chocolate diet tem gordura e calorias iguais ao chocolate comum. Apenas não contém açúcar’’, orienta a especialista. Segundo ela, neste setor ainda impera a desinformação. Tanto que até 1988, os produtos diet eram vendidos como remédio. Hoje sabe-se que podem ser consumido por todos.
Indústria evoluindo Uma refeição considerada light, segundo Rosana, deve ter menos gordura, e o açúcar, menor nível calórico. Uma salada temperada com óleo possui 80 calorias; com limão e orégano ficará saborosa e sem calorias em excesso. Outra dica dada pela nutricionista é a de transformar receitas normais em dietéticas. Para receitas que não precisam de volume e que exigem açúcar, ela ensina que se pese este ingrediente, dividindo o volume por 10. Por exemplo, se a receita possuir 300 gramas de açúcar usa-se 30 gramas de açúcar dietético. Mas Rosana alerta que não são todos os adoçantes que podem ser usados. Os que contém aspartame, por exemplo, não podem ir ao forno, pois perdem suas propriedades.
As substâncias mais doces que o açúcar usadas nestes alimentos são chamadas edulcorantes (a sacarina e o aspartame são os mais conhecidos pelos consumidores). Para a nutricionista, a indústria está evoluindo nesta área com a produção de adoçantes múltiplos, que unem vários edulcorantes num único produto. A vantagem é o uso de uma dose menor e um sabor mais agradável. A sacarina tem um sabor metálico, mas com a inclusão de outros edulcorantes num único adoçante diminui-se este sabor residual. Outra vantagem dos adoçantes múltiplos é que evitam cáries e não causam cólicas em crianças.
A nutricionista Rosana Chiuchetta orienta que para a perda de peso, sem agressão ao organismo, a saída é a reeducação alimentar e não a ingestão indiscriminada de produtos diet. ‘‘No Brasil é muito difícil se livrar dos vícios alimentares em virtude da mistura de culturas que existe aqui’’, acredita. Ela afirma que uma feijoada, por exemplo, não é compatível com o nosso clima e ainda mais pelo fato de ser consumida todos os sábados. Outro vício bastante difundido por aqui é o happy hour. Num fim de tarde pode-se ingerir, entre petiscos e bebidas, 2.500 calorias. O cafezinho de todo dia, quando adoçado com açúcar, é outro ‘‘perigo’’. Segundo Rosana, 10 cafezinhos correspondem a 400 calorias. Caloricamente têm o peso de uma refeição. Outra crendice da nossa cultura é que a criança saudável tem que ser gordinha. As chances de ela se tornar uma pessoa obesa são maiores.

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