Com quase 20 anos de estrada fashion, a consultora de moda Ana Cury passou boa parte da vida entre roupas e tendências. Trabalhou nas revistas Capricho, Manequim e Claudia e enquanto produzia as belas modelos para as fotos foi ganhando experiência com a combinação de proporções, mistura de cores e padronagens.
Quando saiu das revistas e foi trabalhar como consultora independente, Ana foi dar palestras e descobriu, com muita surpresa, que ''as mulheres queriam mesmo era saber que sapato combina com bolsa''. Foi aí que surgiu a idéia do Manual de Estilo (Editora CosacNaify, 106 páginas), um livro que mostra as combinações de uma maneira bem diferente. As páginas são fragmentadas, o que permite que a leitora monte seus looks com as opções oferecidas por Ana, podendo combinar e sobrepor várias sugestões com calças, saias e bermudas na parte de baixo, e blusas, jaquetas e regatas na parte de cima.
O livro é como um jogo de montar. Tem característica lúdica, mas está longe de ser um quebra-cabeça. As opções são fáceis de entender no verso de cada produção há um texto curto com as dicas da consultora. São 44 propostas montadas a partir de peças-chaves do guarda-roupa feminino, incluindo os acessórios, que são fundamentais.
Para Ana Cury, ''o importante para entender as dicas é descobrir e definir seu estilo e fazer dele seu guia. O segundo passo é escolher, principalmente se quiser gastar menos, peças que tripliquem seu guarda-roupa''. De acordo com a consultora, foi-se o tempo em que os editores de moda diziam que algo estava fora de moda. Hoje, a realidade é dizer o que se deve comprar, guardar e usar. Não por acaso, o Manual de estilo é o primeiro de uma série de livros, segundo a autora. Muitos outros virão, até porque as dicas do livro não são baseadas apenas nos clássicos, mas também nas tendências atuais.
A brincadeira das páginas fragmentadas já tinha feito sucesso, há algumas temporadas, com um anúncio de muitas páginas da grife norte-americana Gap. A atriz Sarah Jessica Parker, a Carrie de Sex & the city, fazia as poses e trocava de roupa segundo a vontade da consumidora. Mas na campanha, as páginas eram divididas em três. No caso do livro, a divisão é apenas em duas, mas responde muito bem a eterna pergunta: ''Com que roupa?''.

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