O diabetes é a doença endócrinometabólica mais comum e ataca várias regiões do organismo. É uma doença heterogênea, e diversos fatores etiológicos (genéticos e ambientais) podem desencadear seu desenvolvimento. Na pessoa acometida pelo diabetes há uma produção de anticorpos que acarreta a diminuição da ação da insulina no organismo.
De acordo com a endocrinologista pediátrica Sandra Maria Marcantonio, a forma clássica de reconhecer a doença na criança ou no adolescente, é quando ocorre a junção de três fatores: sede excessiva, urina frequente e muita fome. ‘‘Mesmo assim, ela emagrece. Além disso, a criança se queixa de indisposição, falta de vontade de realizar as funções normais, apresenta fadiga e há também uma diminuição do rendimento escolar’’, avalia.
A faixa etária em que o diabetes pode aparecer é na fase pré-escolar até a adolescência. O diagnóstico deve ser feito por um especialista, e na fase inicial são realizados exames clínicos como dosagem de açúcar no sangue e exame de urina, para se constatar o diagnóstico.
O diagnóstico positivo, geralmente, abala profundamente a família, pelo fato de ter que conviver com uma patologia crônica. ‘‘Essa é uma questão de tempo para a situação se acalmar. A partir do momento em que os familiares se sentem mais seguros, a angústia diminui’’, constata a especialista. Um dos fatores preponderantes para o sucesso do tratamento, é um perfeito entendimento da doença pelo paciente e pelos pais. Isso em função de que a criança acometida é um diabético insulino dependente, precisa aprender a manejar as injeções de insulina, que precisam ser aplicadas diariamente e várias vezes ao dia.
O ideal, na concepção da médica, é que a criança seja assistida por uma equipe multidisciplinar composta por um endocrinologista pediátrico, uma nutricionista e um psicólogo, que poderão controlar a insegurança da família. Esta é uma questão que merece toda a atenção, para a criança não se sentir superprotegida. ‘‘Os pais, neste aspecto, precisam ser firmes e não sentir que estão negando muitas coisas ao filho. É preciso encarar a doença como um fato’’, recomenda a especialista.

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