Destrave a língua!
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quinta-feira, 17 de julho de 2014
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Você estuda um idioma diversos anos. Compreende perfeitamente filmes e músicas e troca mensagens com amigos pelas redes sociais. Mas na hora de falar, parece que tudo o que sabe desapareceu misteriosamente! Essa "trava" na conversação é mais comum do que se imagina e principalmente os adultos são vítimas dela.
Renata Mello, coordenadora pedagógica do Yágizi, explica que em geral os adultos não gostam de errar e por isso acabam tendo mais dificuldades na hora de conversar, principalmente se o outro for um nativo da língua. "As crianças são mais tranquilas porque estão em processo de aprendizagem. Elas erram diversas vezes ao dia e não têm esse bloqueio", conta.
Para tentar "destravar" a língua, ela conta que vários métodos podem ser utilizados durante as aulas e que professores bem preparados fazem a diferença. "Além de conhecer o idioma a ser ensinado, o professor precisa ter didática e pedagogia. Caso contrário, ele não saberá passar o conhecimento. Ele também deve ser capaz de identificar a dificuldade dos alunos, os níveis de aprendizagem de cada um e criar um ambiente positivo, sabendo como corrigir as dificuldades para não criar nenhum constrangimento nem retrair ainda mais o aluno", explica.
Para isso, o número pequeno de integrantes nas turmas, segundo ela, é importante, assim como a homogeneidade. "Adultos também não gostam de ver que sabem menos que os outros, se constrangem com isso. Por isso procuramos manter turmas tanto com idades próximas como o nível de conhecimento também. É claro que sempre vai haver quem sabe um pouco mais ou um pouco menos, mas procuramos minimizar isso."
Renata destaca que, para quem tem possibilidade, viajar para outros países é uma boa maneira de "destravar", já que a pessoa vai se ver em situações em que precisará praticar o idioma. As aulas vivenciadas, em que os alunos praticam a conversação em diversas situações como supermercados, aeroportos, bancos e restaurantes ajudam bastante.
"Conversar com nativos da língua também é bom. Se você tem um amigo ou conhecido, fica mais fácil. Nas aulas procuramos sempre trazer pessoas de fora para que os alunos possam vivenciar essa situação. Para quem gosta de videogame, jogar on-line e conversar com os outros jogadores também ajuda bastante, já que é algo mais informal e você poderá interagir com jogadores de diversos países", afirma.

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