Desequilíbrio interno
O deprimido está preso em qualquer lugar. Não tem escapatória, resume o médico homeopata García Alejandro Figueroa. Ele observa que alguns atos praticados por pessoas com depressão revelam tendências de autodestruição, como comer mal, beber demais e dirigir de forma imprudente no trânsito. Muitos deprimidos apelam para o álcool e para as drogas, que inicialmente aliviam os sintomas da doença, mas depois agravam o quadro depressivo. García lembra ainda que a depressão pode estar escondida sob o comportamento extremamente ativo dos workaholics, que para manter o estado de euforia fazem uso de tóxicos. São os maníacos depressivos, esclarece.
Segundo o homeopata, a depressão está mudando de faixa etária: dos 40 para os 20 anos - ou menos -, e atinge mais as mulheres do que os homens, devido a fatores culturais (machismo) e sociais (mulher ainda é discriminada no trabalho, ganha menos que o homem). No entanto, ela se preserva mais e procura o médico com maior frequência, constata.
García salienta que a depressão vai se instalando gradativamente. Aos poucos, a pessoa modifica seus hábitos e personalidade, e até a família descobrir a doença já se passaram alguns anos. Geralmente, os familiares só percebem quando a mudança afeta a parte produtiva, prejudicando o aspecto financeiro do indivíduo. Aí querem que ele volte a ser como antes, e não se dão conta de que as condições, o ambiente e as relações familiares é que devem ser modificadas, alerta.
É possível, segundo o homeopata, fazer com que o próprio indivíduo modifique o seu meio ambiente. A homeopatia vai atuar na base interior, que sustenta o equilíbrio energético da pessoa. Toda doença é reflexo do desiquilíbrio interno, diz. O diagnóstico homeopata é feito de forma holística, valorizando todo o histórico do paciente, para descobrir os fatores que desencadearam a depressão. Procuro saber os medos e as frustrações que o acompanham pela vida, as relações com a família, o relacionamento amoroso atual, as perdas que já viveu, seu tipo de alimentação e as relações que ele tem com as mudanças climáticas. As diferenças de cada indivíduo podem definir o medicamento mais adequado, informa García.
A atitude do paciente diante do médico é que vai determinar o tratamento. Se a pessoa chega aqui querendo se curar, tudo fica mais viável, mas se ela não está disposta a um tratamento alternativo, no qual terá que se submeter a consultas longas, melhor procurar o convencional, que só tapa buracos, frisa o homeopata.





